A nova lei do aluguel em discussão no Congresso redesenha a relação entre proprietários e inquilinos em toda a Espanha, atualizando práticas do mercado imobiliário, redefinindo custos repassados e estabelecendo novas regras para garantias, contratos e proteção em regiões com forte pressão habitacional, em linha com debates recentes sobre moradia e acesso à cidade.
O que muda na nova lei do aluguel sobre custos e taxas
Um dos pontos centrais da nova lei do aluguel é a definição mais rígida sobre quais encargos podem ser transferidos ao inquilino, especialmente em cidades com alta demanda por moradia. A proposta busca reduzir o “custo de entrada” do aluguel e tornar a locação mais acessível para famílias com menor renda, aproximando-se de modelos adotados em outros países.
Com a mudança, impostos como o Imposto sobre Bens Imóveis (IBI, equivalente ao IPTU em alguns contextos) deixam de ser repassados ao arrendatário. Despesas de gestão imobiliária, taxas de formalização do contrato e cobranças administrativas passam a ser responsabilidade do proprietário, o que impacta diretamente mercados metropolitanos e turísticos.
- Imposto sobre o imóvel não pode ser repassado ao inquilino.
- Taxas de agência e de intermediação ficam com o proprietário.
- Outras cobranças contratuais passam a ter limites mais claros e fiscalizáveis.

Como funcionam reformas e benfeitorias na Lei de Locações em 2026
No Brasil, em 2026, continua em vigor a Lei de Locações (Lei nº 8.245/1991), que trata de forma específica reformas realizadas por inquilinos. O regime brasileiro ainda é restritivo quanto a alterações feitas no imóvel locado, exigindo consentimento prévio e por escrito do locador para mudanças internas ou externas relevantes.
O locatário deve conservar o imóvel e só pode realizar, sem autorização, reparos urgentes para evitar danos maiores e manutenções ordinárias que não alterem estrutura, estética ou funcionalidade. Reformas profundas, como troca de piso, alterações estruturais ou instalação de móveis fixos, exigem aprovação formal, sob pena de o inquilino ter de reverter as mudanças, indenizar o proprietário ou enfrentar rescisão antecipada.
Como ficam garantias e seguros no novo marco do aluguel
A reforma da lei de locações impõe limites às garantias exigidas na assinatura do contrato, coibindo práticas em que eram solicitadas várias cauções simultâneas. A intenção é evitar exigências desproporcionais que afastam inquilinos com menor capacidade financeira, trabalhos informais ou vínculo laboral recente.
O texto restringe a exigência a uma única garantia adicional além do depósito padrão, quando permitido em lei. Também proíbe tornar obrigatório o seguro de inadimplência como condição para locar o imóvel, que continua disponível no mercado, mas deixa de ser um custo automático e permanente no contrato de aluguel.
Quais são os novos direitos de reparo e proteção do inquilino
A nova legislação cria mecanismos específicos para lidar com falhas de habitabilidade e pequenas reparações, dando mais autonomia ao inquilino. Em caso de problemas estruturais que prejudiquem o uso normal do imóvel, o morador pode notificar o proprietário, apresentar orçamento e, diante da falta de resposta, executar a obra e descontar o valor do aluguel.

Para reparos menores, como vazamentos simples ou pequenas falhas elétricas, os prazos de resposta do proprietário são mais curtos, em torno de cinco dias. Se não houver manifestação, o inquilino pode pagar o conserto e depois exigir reembolso, o que reduz atrasos prolongados em manutenções básicas e melhora a segurança do imóvel.
- Direito de notificar e propor orçamento em falhas de habitabilidade.
- Prazos definidos para resposta do proprietário em diferentes tipos de reparo.
- Possibilidade de desconto no aluguel ou pedido de reembolso quando não houver solução tempestiva.
Por que entender a nova lei do aluguel é urgente para proprietários e inquilinos
Com todas essas mudanças, o mercado de aluguel entra em uma fase decisiva de adaptação, em que desconhecer a lei pode significar prejuízo, contratos irregulares e perda de direitos. Proprietários e inquilinos precisam revisar contratos, rotinas e práticas para se alinharem ao novo marco regulatório, evitando conflitos futuros em um cenário de moradia cada vez mais disputado.
Não espere o próximo aumento, a próxima renovação ou uma disputa judicial para buscar informação: consulte um especialista, revise seu contrato atual e ajuste suas condições de locação agora. Cada mês sem adequação pode custar caro, em valores pagos a mais e em direitos que você deixa de exercer, por isso aja imediatamente e não deixe sua moradia ou seu patrimônio à mercê da desinformação.




