Idosos e aposentados têm ganhado destaque nas discussões sobre benefícios na compra de veículos no Brasil, especialmente com a previsão de um novo marco legal a partir de 2026, que deve facilitar o acesso a carros zero quilômetro com abatimentos expressivos e ampliar as possibilidades de mobilidade e economia nessa fase da vida.
Como funciona a nova lei para carros mais baratos para idosos
A proposta em tramitação no Congresso prevê que pessoas com 60 anos ou mais, incluindo aposentados, possam adquirir veículos novos com descontos que podem chegar a cerca de 30% a partir de 2026. Esse abatimento decorre, sobretudo, da isenção de tributos federais, como o IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados), e eventuais reduções adicionais de fabricantes ou estados.
Outro ponto relevante é a ampliação do teto de valor do veículo para cerca de R$ 200 mil, permitindo acesso a modelos mais equipados e seguros. A lei também deve fixar prazos mínimos para troca, regras de revenda e limites de quantidade de carros por beneficiário, para coibir fraudes e garantir o uso pessoal do benefício.

Como o idoso consegue desconto em carro zero na prática
Mesmo antes da nova lei entrar em vigor, o “carro com desconto para idoso” já é realidade para quem se enquadra como Pessoa com Deficiência (PcD). Idosos com limitações físicas, motoras ou doenças crônicas podem obter isenções de IPI, ICMS e IPVA, alcançando, na prática, abatimentos próximos a 30% no valor final do veículo zero quilômetro.
A expressão-chave é mobilidade reduzida, que vai além de grandes sequelas e inclui condições comuns na terceira idade que dificultam dirigir ou se locomover. Em muitos casos, o idoso é considerado PcD para fins tributários, mesmo conseguindo conduzir com adaptações simples ou algum esforço.
Quais doenças podem garantir isenção na compra de carro para idosos
Diversas patologias frequentes na terceira idade podem fundamentar a concessão de isenções, sempre mediante laudo médico detalhado. O critério central é demonstrar que a doença interfere de forma relevante na capacidade de dirigir ou se deslocar, ainda que exista alguma autonomia.
- Problemas de mobilidade e coluna
- Artrose e artrite reumatoide que dificultam movimentos de braços, mãos ou pernas.
- Hérnia de disco com impacto na sensibilidade ou força dos membros.
- Osteoporose com fraturas ou deformidades que prejudicam a locomoção.
- Tendinites e bursites crônicas que limitam movimentos repetitivos ao dirigir.
- Doenças neurológicas e degenerativas
- Doença de Parkinson, com tremores e rigidez muscular.
- Sequelas de AVC, como paralisia parcial ou fraqueza em um dos lados do corpo.
- Esclerose múltipla com impacto no controle motor.
- Outras condições crônicas
- Diabetes com neuropatia e perda de sensibilidade em pés ou mãos.
- Cardiopatias graves que limitam o esforço físico.
- Fibromialgia, muitas vezes equiparada à deficiência após avaliação multidisciplinar.

Como o idoso pode solicitar hoje o desconto em impostos na compra do carro
Enquanto a nova lei específica para idosos não começa a valer, o caminho mais usado é a isenção para PcD, seguindo etapas bem definidas. O processo exige atenção à documentação e costuma iniciar com um laudo médico detalhado, contendo o CID da doença e a descrição das limitações na mobilidade ou condução de veículos.
Depois do laudo, o idoso pode passar por perícia no Detran para obter ou atualizar a CNH especial, quando necessário, com eventuais adaptações obrigatórias no veículo. Em seguida, são feitos os pedidos de isenção de IPI na Receita Federal (geralmente via Sisen) e de ICMS e IPVA junto à Secretaria da Fazenda estadual. Se o idoso não puder dirigir, a modalidade de não condutor permite indicar até três motoristas autorizados para uso do carro com isenção.
O que muda no IPVA para idosos e como se planejar para aproveitar os benefícios
Além dos descontos na compra do veículo novo, muitos estados oferecem isenção ou redução de IPVA para idosos, em geral a partir dos 65 anos, com exigências como uso exclusivo, limite de valor do veículo ou enquadramento como PcD. Como as regras variam bastante, é essencial consultar a Secretaria da Fazenda do seu estado para entender prazos, critérios e necessidade de renovação periódica do benefício.
Se você ou um familiar está perto dos 60 anos ou já enfrenta limitações de mobilidade, não deixe para depois: comece agora a reunir documentos, buscar laudos médicos e se informar sobre as normas locais, para chegar em 2026 pronto para aproveitar ao máximo as novas regras e reduzir de forma concreta o custo da sua mobilidade.




