Compreender o corpo humano envolve conhecer as suas sutis complexidades. A Escoliose é uma condição que exemplifica isso, indo além da simples questão de postura para se estabelecer como uma deformidade tridimensional da coluna vertebral, que pode se manifestar em qualquer fase da vida, embora seja mais frequentemente diagnosticada durante o crescimento acelerado da adolescência.
O que é escoliose e como ela afeta a coluna?
A escoliose se caracteriza por uma curvatura irregular da coluna, que adquire a forma de “S” ou “C” em vez de manter uma linha reta. Este desalinhamento, considerado uma deformidade tridimensional, pode afetar a mecânica corporal, a postura e o equilíbrio estético do corpo.
Frequentemente, adolescentes são o grupo etário mais impactado, especialmente durante períodos de rápido crescimento ósseo. No entanto, a condição também pode surgir em crianças pequenas ou em adultos, exigindo atenção individualizada para cada fase da vida.
Como identificar os principais sinais de escoliose?
Nos estágios iniciais, a escoliose raramente causa dor aguda, o que pode atrasar o diagnóstico. Por isso, observar atentamente alterações na simetria corporal é fundamental para reconhecer precocemente a condição.
Alguns sinais físicos podem indicar a presença de um desalinhamento da coluna e merecem atenção especial no exame visual do tronco e da postura:
- Ombros desnivelados ou um ombro mais proeminente que o outro;
- Um dos quadris mais alto ou mais projetado que o outro;
- Escápulas (ossos das costas) mais salientes em um dos lados;
- Inclinação do tronco para um lado específico ao ficar em pé;
- Cansaço muscular fácil após permanecer muito tempo sentado ou em pé.
Quais são os tipos de escoliose e suas principais causas?
Estruturalmente, a escoliose pode ser dividida em quatro principais tipos: idiopática, congênita, neuromuscular e degenerativa. Cada tipo possui mecanismos de origem distintos, o que influencia a forma de acompanhamento e o planejamento terapêutico.
A escoliose idiopática, responsável por cerca de 80% dos casos, não tem causa aparente, embora fatores genéticos tenham papel importante. A forma congênita resulta de defeitos na formação vertebral ainda no útero; a neuromuscular está ligada a condições como paralisia cerebral e distrofias; já a degenerativa ocorre principalmente em adultos, devido ao desgaste das articulações e discos vertebrais.

Como funciona o tratamento atual para a escoliose?
A escolha do tratamento para escoliose depende da idade do paciente, do grau de curvatura e da evolução da deformidade. Em casos leves, exercícios de fisioterapia, fortalecimento muscular e atividades como natação e pilates podem oferecer suporte essencial à coluna.
Em adolescentes, o uso de coletes ortopédicos é comum para tentar prevenir a progressão da curvatura. Nos casos mais graves, quando há comprometimento da função respiratória, dor significativa ou risco de piora acentuada, a cirurgia pode ser indicada para correção e realinhamento da coluna.
Como buscar o diagnóstico adequado de escoliose?
Ao se suspeitar de escoliose, a avaliação com profissional de saúde é o próximo passo crucial, especialmente em crianças e adolescentes em fase de crescimento. O exame físico detalhado, aliado à observação da postura, ajuda a direcionar a necessidade de exames complementares.
Radiografias panorâmicas da coluna oferecem uma visão precisa da extensão e do ângulo da curvatura, permitindo planejar o tratamento mais adequado. O diagnóstico precoce reduz a necessidade de abordagens invasivas e favorece uma vida ativa, com mobilidade preservada e menos limitações ao longo dos anos.
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Dra. Anna Luísa Barbosa Fernandes
CRM-GO 33.271




