As regras de transição para aposentadoria no INSS mudam em 2026 e afetam quem já contribuía antes de 13/11/2019. Idade mínima progressiva e pontuação sobem, enquanto pedágios seguem estáveis. Veja valores projetados, tabelas atualizadas e como simular seu benefício.
Quem é afetado pelas regras de transição em 2026?
As mudanças atingem segurados alcançados pela EC 103/2019, que já contribuíam antes da Reforma. Em 2026, a idade mínima progressiva aumenta seis meses, e a regra dos pontos soma mais um ponto, exigindo atenção ao planejamento previdenciário.
Outras modalidades, como pedágio de 50% e 100%, permanecem inalteradas. Já a regra geral combina idade e tempo mínimo de contribuição, com carência de 180 meses, exigindo análise detalhada do histórico registrado no CNIS.
Confira o vídeo compartilhado pelo canal do TikTok fabioturazzaadvogado falando sobre as alterações na aposentadoria que já estão em vigor em 2026.
@fabioturazzaadvogado A partir de janeiro de 2026, duas regras de transição vão mudar — e isso pode adiantar ou atrasar a sua aposentadoria. No vídeo eu explico, de forma simples, as novas idades mínimas e os novos pontos exigidos para homens e mulheres. Se você já está perto de pedir a aposentadoria, é fundamental entender essas regras para não perder dinheiro nem tempo. 📝 Quer saber qual regra você se encaixa? Assista, salva e me manda aqui nos comentários sua idade e tempo de contribuição. Te ajudo a descobrir. 👉 Compartilhe esse vídeo com alguém que está próximo de se aposentar. Informação evita prejuízo! #aposentadoria #inss2026 #mudançasinss #regradasaposentadorias #direitoprevidenciario ♬ som original – Fábio Turazza Advogado
Quais são as tabelas atualizadas de idade e pontos?
Em 2026, a idade mínima progressiva e a regra dos pontos avançam novamente. Mulheres e homens precisam cumprir tempo mínimo de contribuição e atingir novos marcos. Os parâmetros oficiais para 2026 e anos seguintes são os seguintes.
- Idade mínima progressiva 2026: mulheres 59 anos e 6 meses; homens 64 anos e 6 meses. Em 2027, homens chegam a 65 e mulheres seguem subindo até 62 em 2031.
- Regra dos pontos 2026: mulheres 93 pontos; homens 103 pontos. Em 2028, elas chegam a 95 e eles atingem 105, que é o limite máximo previsto.
- Tempo mínimo exigido: 30 anos de contribuição para mulheres e 35 para homens, independentemente da regra escolhida.
Como funcionam os pedágios e a regra geral?
O pedágio de 50% vale para quem faltava até dois anos para se aposentar em 2019. O segurado precisa cumprir o tempo restante acrescido de metade desse período, sem idade mínima, mantendo carência de 180 contribuições.
No pedágio de 100%, é preciso cumprir o dobro do tempo que faltava em 2019, além de idade mínima de 57 anos para mulheres e 60 para homens. Já a regra geral exige 62 anos para mulheres e 65 para homens, com tempo mínimo de 15 ou 20 anos conforme o caso.

Quais são os valores e reajustes previstos para 2026?
Os valores projetados para 2026 indicam correção pelo INPC e ganho real no piso. O teto sobe acima da inflação estimada, impactando benefícios maiores. Os principais números esperados são os seguintes.
- Teto do INSS: estimado em R$ 8.537,55, com reajuste aproximado de 4,66%, elevando o limite máximo de pagamento mensal.
- Salário mínimo: projeção em torno de R$ 1.631, com alta próxima de 7,45%, influenciando aposentadorias no piso.
- Média e impacto fiscal: benefício médio perto de R$ 2.000, com cerca de 28 milhões no piso e pente-fino que pode gerar economia anual bilionária.
Como simular a aposentadoria e planejar melhor?
A simulação pode ser feita pelo Meu INSS, onde o sistema indica a regra mais vantajosa, o tempo restante e a estimativa de renda. É essencial manter o CNIS atualizado para evitar cálculos incorretos.
Aplicativos complementares e apoio jurídico podem aumentar a renda final em revisões específicas. Com fiscalizações intensificadas e milhões de inconsistências identificadas, revisar dados e planejar com antecedência reduz riscos e melhora o valor do benefício.




