Um guindaste abandonado instalado em 2007 permanece de pé em uma vila francesa e preocupa moradores. Com 15 metros de altura, a estrutura nunca foi removida após a paralisação da obra e hoje é vista como risco real de desabamento.
Por que o guindaste continua no mesmo lugar desde 2007?
A estrutura foi instalada para acelerar a construção de uma residência particular em 2007, quando o projeto já enfrentava atrasos. Apesar das licenças iniciais, a obra acabou interrompida e o equipamento permaneceu montado.
Com o passar dos anos, o que era apenas um incômodo visual virou símbolo de abandono. O projeto imobiliário paralisado nunca foi retomado, e o guindaste segue erguido quase duas décadas depois, sem desmontagem definitiva.

Quais são os principais riscos apontados pelos moradores?
Com o tempo, a preocupação deixou de ser estética e passou a envolver segurança estrutural. Vizinhos relatam sinais de desgaste e instabilidade na base de concreto, o que aumentou a tensão na comunidade.
- Rachaduras na fundação: moradores afirmam que a laje apresenta fissuras e vazamentos, indicando possível comprometimento da base.
- Oscilação com o vento: relatos indicam que a estrutura balança durante rajadas fortes, elevando o medo de queda.
- Via movimentada abaixo: carros e ônibus escolares passam sob o equipamento, ampliando o potencial de danos em caso de acidente.
O que dizem a prefeitura e o proprietário?
A Câmara Municipal afirma que acompanha o caso, mas reconhece limitações legais. Para obrigar a remoção, seria necessária uma ordem formal baseada em laudo técnico que comprove risco estrutural iminente.
Já o proprietário sustenta que é alvo de pressão indevida e declara que o equipamento foi inspecionado há um ou dois anos. Mesmo assim, a estrutura continua no local, alimentando a insegurança da vizinhança.

Quais caminhos podem resolver o impasse?
Especialistas apontam que a solução depende de medidas administrativas e técnicas. Sem um parecer pericial conclusivo, o processo pode se arrastar, enquanto a estrutura segue exposta às intempéries. Entre as alternativas possíveis estão as seguintes.
- Laudo estrutural independente: perícia técnica pode confirmar ou descartar risco imediato, embasando decisão oficial.
- Interdição preventiva: caso o perigo seja comprovado, a prefeitura pode exigir desmontagem por segurança pública.
- Acordo extrajudicial: negociação entre proprietário e município pode acelerar a remoção sem disputa prolongada.
Por que o caso gera tanta preocupação após quase 20 anos?
O tempo transformou o guindaste em símbolo de risco permanente para os moradores. A combinação de desgaste estrutural e ausência de solução definitiva reforça o temor de que um acidente possa ocorrer a qualquer momento.
Enquanto não há decisão final, a estrutura continua a pairar sobre a rua, lembrando diariamente que obras inacabadas podem se tornar um problema de segurança pública quando permanecem sem manutenção adequada por tantos anos.
