Mato Grosso do Sul vem ganhando espaço em pesquisas de viagem e relatórios econômicos como um território estratégico do Centro-Oeste brasileiro. O estado combina paisagens naturais amplas, cidades em expansão e uma cultura que integra influências indígenas, pantaneiras e fronteiriças, consolidando-se como um ponto de encontro entre turismo, agronegócio, sustentabilidade e qualidade de vida para 2026.
Mato Grosso do Sul é um novo polo de desenvolvimento e turismo?
Nos últimos anos, indicadores de desenvolvimento humano, infraestrutura urbana e preservação ambiental colocaram Mato Grosso do Sul em posição de destaque. Estradas em melhoria, expansão universitária e aumento na oferta de serviços têm atraído visitantes, investidores e novos moradores.
Para quem planeja conhecer o estado em 2026, a agenda de eventos reforça esse papel de polo nacional. Em Campo Grande, a Expogrande 2026 está prevista para ocorrer de 09 a 19 de abril no Parque de Exposições Laucídio Coelho, reunindo shows, leilões, exposições de raças e debates sobre inovação no campo, somando-se ao GreenFarm 2026 e a ações como o Delas Day do Sebrae/MS.

Como o turismo de natureza se consolidou em Mato Grosso do Sul
O turismo no estado se apoia principalmente no turismo de natureza, que engloba ecoturismo, observação de fauna, passeios em rios transparentes e atividades ao ar livre. A imagem de Mato Grosso do Sul está associada a paisagens abertas, céu amplo e experiências imersivas longe dos grandes centros litorâneos.
Pantanal e Bonito são os ícones desse cenário, mas destinos como Bodoquena e Costa Rica ganham força com trilhas, cachoeiras, esportes de aventura e turismo rural. A tendência é de diversificação, com mais propriedades estruturadas, guias capacitados e parcerias com comunidades locais, ampliando o turismo de base comunitária.
Roteiro de passeio por Mato Grosso do Sul em 3 dias: fim de semana ou feriado prolongado
Para um feriado prolongado de 3 dias em Mato Grosso do Sul em 2026, os destinos mais indicados pela logística e infraestrutura são Bonito ou o Pantanal Sul. Abaixo, apresento uma sugestão de roteiro para cada um, focando em otimização de tempo e custo-benefício.
| Clássicos de Bonito – Ideal para primeira viagem | |||
|---|---|---|---|
| Dia | Atividades (O que fazer) | Hospedagem (Sugestões) | Valores Médios (por pessoa/dia) |
| 1º | Chegada + Flutuação no Aquário Natural ou Bote no Rio Formoso. | Econômica: Pousadas no centro (ex: Chalé Apart Hotel) – a partir de R$ 150. | Passeios: R$ 350. |
| 2º | Gruta do Lago Azul (manhã) + Parque das Cachoeiras ou Estância Mimosa (tarde). | Intermediária: Hotel Marruá ou Wetiga – R$ 470. | Passeios: R$ 500. |
| 3º | Flutuação no Rio da Prata ou Nascente Azul. | Alto padrão: Hotel Cabanas ou Pousada Olho d’Água – R$ 600. | Alimentação: R$ 150. |
| Experiência Pantaneira – Partindo de Campo Grande ou Miranda | |||
|---|---|---|---|
| Dia | Atividades (O que fazer) | Hospedagem (Estilo) | Valores Médios |
| 1º | Chegada à fazenda + Passeio de barco ao pôr do sol. | Day Use / Pousada: Fazenda San Francisco ou similares. | Pacote econômico: a partir de R$ 1.650 (quádruplo). |
| 2º | Safári fotográfico + Caminhada na mata para observação de fauna. | Fazenda pantaneira com pensão completa inclusa. | Pacote casal (duplo): aprox. R$ 1.830 por pessoa. |
| 3º | Cavalgada pantaneira + Almoço típico e retorno. | Cruzeiro opcional: opções de luxo podem chegar a R$ 22.000. | Transfer CG–Pantanal: R$ 500. |
Por que o Pantanal de Mato Grosso do Sul é tão valorizado mundialmente
O Pantanal sul-mato-grossense é uma das maiores áreas úmidas do planeta e figura em listas internacionais de patrimônio natural. Em períodos de cheia, forma-se um mosaico de lagoas, corixos e campos inundados que favorece uma enorme variedade de espécies e atrai safáris fotográficos, observadores de aves e pesquisadores.
Em regiões como Corumbá e Miranda, fazendas históricas, pousadas especializadas e bases de pesquisa oferecem vivências intensas de natureza. Nesses cenários, o visitante encontra atividades que combinam lazer, educação ambiental e conservação responsável, com destaque para:
- Passeios de barco por rios e baías pantaneiras.
- Safáris em veículos adaptados para observação de fauna.
- Cavalgadas por campos e capões de mata.
- Programas de observação de aves e onças-pintadas.

Bonito em Mato Grosso do Sul, ainda é referência em ecoturismo sustentável?
Bonito consolidou-se como um laboratório de turismo sustentável, com rios de água extremamente clara, cavernas, cachoeiras e áreas de mata preservada. Passeios como a Gruta do Lago Azul, as flutuações no Rio da Prata e a Lagoa Misteriosa, em temporada entre abril e agosto, exigem reservas antecipadas devido às cotas diárias limitadas.
O sistema de controle de acesso, com número máximo de visitantes por dia e guias credenciados, reduz impactos ambientais e valoriza condutores locais. O Aeroporto Regional de Bonito, o sistema viário em expansão e a possibilidade de combinar Bonito, Bodoquena e outros destinos tornam a região um dos roteiros de ecoturismo mais bem estruturados do Brasil.
Quais perspectivas colocam Mato Grosso do Sul em evidência até 2026
A economia segue fortemente ligada ao campo, com soja, milho, carne bovina e florestas plantadas para celulose, ao lado de investimentos em logística, energias renováveis e turismo ecológico. Ao mesmo tempo, Campo Grande, Dourados e Três Lagoas se destacam em qualidade de vida, educação e serviços, atraindo quem busca estudar, empreender e se reconectar com a natureza.
Entre maio e setembro, rios ainda mais cristalinos em Bonito e melhor observação de fauna no Pantanal formam a janela ideal de viagem, enquanto outubro e novembro unem clima agradável e preços de baixa temporada nas cidades. Se você pensa em conhecer ou investir em Mato Grosso do Sul, comece a planejar agora: as vagas em passeios e os melhores eventos de 2026 tendem a se esgotar rapidamente, e garantir tudo com antecedência é a chave para viver esse momento único do estado em plena ascensão.




