O Carrefour anunciou a venda de suas 478 lojas na Romênia para a Paval Holding por 823 milhões de euros. A operação marca a saída do grupo francês do país e reduz sua atuação europeia a apenas quatro mercados.
Por que o Carrefour está deixando a Romênia?
A decisão faz parte de uma reestruturação estratégica da multinacional francesa, que pretende concentrar operações em mercados considerados prioritários. A venda inclui todos os formatos da rede no país, encerrando uma trajetória iniciada em 2001.
Com a operação, o grupo reforça o foco em França, Brasil e Espanha, que juntos respondem por mais de 80% da receita global. A saída da Romênia ocorre após a retirada da Itália, cujas atividades foram assumidas pelo grupo milanês New Princes.

O que envolve a venda das 478 lojas?
A transação firmada com a Paval Holding envolve 478 unidades distribuídas por todo o território romeno. O portfólio abrange diferentes formatos de loja, como detalhado a seguir.
- 55 hipermercados, modelo pioneiro introduzido pela rede no país.
- 191 supermercados, voltados ao consumo cotidiano urbano.
- 202 lojas de conveniência e 30 unidades de desconto, ampliando presença local.
Embora represente o menor mercado europeu do grupo em número de lojas, a operação romena contribuía com 3,5% do lucro total da companhia.
Quem é a Paval Holding e qual o impacto da aquisição?
A Paval Holding é uma empresa familiar fundada em 2018, controlada por Dragos Paval (60%) e Adrian Paval (40%). O grupo é conhecido por comandar a Dedeman, líder romena no setor de bricolagem.
A aquisição cria uma empresa de capital romeno com presença nacional em dois segmentos estratégicos, bricolagem e alimentação. A combinação pode gerar sinergias em áreas como logística, imobiliário e finanças, fortalecendo o portfólio com bens essenciais.

Em quais países o Carrefour continuará operando?
Após a venda, a presença europeia da multinacional ficará restrita a quatro mercados. A atuação passará a se concentrar nos países listados abaixo.
- França, principal mercado e base histórica do grupo.
- Espanha, Bélgica e Polônia, que mantêm operações diretas na Europa.
- Brasil, fora do continente europeu, mas estratégico para a receita global.
No Japão, após a venda para o grupo AEON, a marca desapareceu totalmente. Em partes da Ásia e do Oriente Médio, o nome foi mantido por franquias até ser substituído por operadores locais.




