A Walgreens, uma das maiores redes de farmácias dos Estados Unidos, passa por uma fase de forte ajuste em sua presença física no país, em um cenário em que manter grandes redes espalhadas por inúmeras cidades deixou de ser garantia de rentabilidade e em que o consumidor está cada vez mais digital, exigente e sensível a preço e conveniência.
O que está acontecendo com a Walgreens nos Estados Unidos
A controladora Walgreens Boots Alliance vem executando um programa de reestruturação que reduz o número de lojas e reorganiza a estratégia de atuação no varejo farmacêutico. Em vez de expansão contínua, a prioridade passa a ser a eficiência financeira, a integração com serviços de saúde e a digitalização da experiência do cliente.
Mais de 250 unidades já encerraram as atividades, e o plano prevê a desativação de cerca de 1.200 lojas ao todo entre 2025 e 2026. A rede deixa de apostar na ideia de farmácia “em cada esquina” e passa a focar em pontos considerados estratégicos, com maior giro de produtos, melhor desempenho financeiro e serviços clínicos mais estruturados.

Por que tantas farmácias da Walgreens estão fechando
A reestruturação da Walgreens é impulsionada por fatores econômicos, tecnológicos e comportamentais que tornaram insustentável manter unidades pouco rentáveis. Em um ambiente de custos em alta e margens pressionadas, a empresa revisa o modelo tradicional baseado em grande capilaridade territorial para concentrar recursos onde há maior retorno.
Entre os principais elementos que explicam o fechamento de farmácias da Walgreens, destacam-se fatores que afetam diretamente a operação física:
- Desempenho insatisfatório: faturamento abaixo do esperado, margens apertadas e baixo crescimento.
- Aumento dos custos operacionais: aluguel, folha de pagamento, energia, segurança e logística mais caros.
- Mudança de hábitos de consumo: avanço das compras online, entregas em domicílio e programas de assinatura.
- Concorrência acirrada: disputa com outras redes, grandes varejistas e gigantes do comércio eletrônico.
Como o fechamento de lojas da Walgreens impacta as comunidades
O fechamento de unidades é sentido diretamente por moradores que dependiam da farmácia mais próxima para comprar remédios, itens de higiene e produtos de conveniência. Em cidades menores ou regiões com poucas alternativas, isso aumenta o deslocamento e pode dificultar o acesso rápido a medicamentos e serviços básicos de saúde.
Em muitos bairros, a farmácia funcionava como ponto de apoio comunitário, oferecendo vacinação, testes rápidos, acompanhamento farmacêutico e acesso facilitado a medicamentos de uso contínuo. Com a desativação dessas lojas, populações vulneráveis, como idosos e pessoas com mobilidade reduzida, são pressionadas a adotar canais digitais ou a buscar unidades mais distantes.

Como a Walgreens está se reposicionando no varejo de saúde
A perspectiva da empresa é operar de forma mais enxuta, focada em rentabilidade e serviços de maior valor agregado, combinando loja física, canal online e parcerias em saúde. O fechamento de lojas vem acompanhado de investimentos em tecnologia, dados e integração com seguradoras e clínicas para fortalecer o modelo de cuidado contínuo.
Entre as direções apontadas pela Walgreens, ganham força a modernização das unidades mais lucrativas, a ampliação de serviços clínicos, a expansão de compras via site e aplicativo e o uso intensivo de análise de dados. Cada ponto físico precisa justificar seu espaço não apenas pelo faturamento, mas também pela relevância estratégica dentro de um ecossistema de saúde mais conectado.
Qual é o futuro da Walgreens e o que você precisa fazer agora
A Walgreens tende a se afastar do modelo de grande dispersão territorial e a se consolidar como uma rede mais enxuta, digitalizada e orientada a serviços de saúde. Para o consumidor, isso significa menos lojas de bairro, porém unidades mais completas, além de maior dependência de canais online, aplicativos e programas de fidelidade e cuidados contínuos.
Diante dessa transformação acelerada, é essencial que clientes, pacientes crônicos e comunidades acompanhem de perto as mudanças na rede local, busquem alternativas de acesso a medicamentos e se adaptem rapidamente aos canais digitais disponíveis. Não espere a farmácia da esquina fechar para agir: revise hoje onde você compra seus remédios, atualize seus cadastros, conheça as opções online e garanta que sua rotina de cuidados de saúde não seja interrompida amanhã.




