Erros na declaração do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF) seguem entre as principais causas de malha fina e atraso na restituição em 2026. Com o cruzamento massivo de dados entre empresas, bancos, planos de saúde e outros órgãos, qualquer inconsistência trava o pagamento e pode até gerar imposto extra, juros e perda do direito à restituição, se o contribuinte não agir rápido.
Quais são os erros mais comuns no IRPF que travam a restituição
Entre as falhas mais recorrentes estão dados bancários incorretos, omissão de rendimentos, lançamento inadequado de despesas médicas e divergência de valores por erro de digitação. Todos esses pontos são monitorados automaticamente pela Receita, que compara o que você informou com os dados enviados por empresas, bancos e outros órgãos.
Um exemplo comum é quando o contribuinte troca de banco ou de tipo de conta e, na pressa, preenche agência ou número da conta de forma equivocada. Outro ponto sensível é a inclusão de dependentes: ao informar filhos ou outros familiares, é obrigatório declarar também seus rendimentos e despesas, aumentando as chances de inconsistência se algum valor for esquecido.

Por que dados bancários e rendimentos causam tantos problemas no IRPF
Se agência, conta, tipo de conta ou CPF do titular estiverem incorretos, o crédito da restituição não é concluído. Para reduzir esse risco, muitos optam por informar a chave PIX CPF, que praticamente elimina falhas de digitação de banco e agência.
No caso dos rendimentos, a Receita recebe dados diretamente de diversas fontes pagadoras. Para evitar omissões, o ideal é conferir todos os informes recebidos de:
- Empresas que pagaram salários, férias, 13º e rescisões;
- Bancos, corretoras e plataformas de investimento;
- Imobiliárias e administradoras de aluguel;
- INSS e regimes próprios de previdência.
Como despesas médicas e declaração pré-preenchida entram na malha fina
As despesas médicas exigem atenção redobrada, pois não têm limite de dedução e são alvo constante de fiscalização. A Receita cruza o que o contribuinte lança com informações enviadas por hospitais, clínicas, laboratórios, planos de saúde e profissionais de saúde, identificando rapidamente qualquer inconsistência.
Os erros mais comuns envolvem declarar despesas de pessoas que não são dependentes, lançar reembolsos como gastos próprios, utilizar recibos sem comprovação ou confundir procedimentos estéticos com despesas médicas dedutíveis. Já a Declaração Pré-Preenchida facilita o processo, mas continua sendo obrigatório revisar tudo, pois dados desatualizados ou incompletos podem levar a malha fina.

Erros de digitação e divergência de valores ainda causam retenção no IRPF
Mesmo com sistemas automatizados, erros de digitação continuam sendo causa relevante de problemas. Um ponto decimal fora do lugar pode transformar um gasto de 500 reais em 50.000, assim como um zero a mais em um rendimento faz o sistema entender que sua renda foi muito maior do que a informada pela fonte pagadora.
Esses equívocos costumam aparecer como divergência de valores no extrato da declaração. Para se proteger, organize previamente informes de rendimentos, comprovantes de despesas e recibos, evitando preencher “de cabeça” e reduzindo radicalmente a chance de deslizes numéricos que travem sua restituição.
O que fazer se a declaração do IRPF já foi enviada com erro
Se você perceber um erro depois do envio, use a Declaração Retificadora pelo Portal e-CAC, com código de acesso ou conta Gov.br. A retificação substitui integralmente a declaração original, mantendo o mesmo modelo e ano-calendário, e faz sua restituição voltar para a fila de pagamento após o novo processamento.
Quando a correção é feita antes de qualquer autuação, geralmente não há multa apenas por retificar. Mas, se a Receita detectar a falha primeiro, você pode enfrentar cobrança de imposto, juros e outras penalidades. Não espere cair na malha fina: revise seus dados agora, retifique o que for necessário e garanta sua restituição antes que um pequeno erro se transforme em um grande problema financeiro.




