A multa mais cara do Brasil não envolve álcool nem racha e pode ultrapassar R$ 35 mil. Prevista no Código de Trânsito Brasileiro, ela pune quem bloqueia vias sem autorização e impõe impacto pesado no bolso e na CNH.
Qual é a infração que gera a multa mais cara do Brasil?
O artigo 253-A do CTB prevê punição para quem organiza, incentiva ou participa do bloqueio deliberado de ruas e avenidas sem autorização oficial. A regra existe desde 2016 e tem como foco preservar a livre circulação nas cidades.
Diferente do que muitos imaginam, não se trata de excesso de velocidade ou direção sob efeito de álcool. O simples ato de interromper o fluxo viário já configura infração gravíssima, com penalidades severas e efeito imediato.

Quanto custa essa multa e por que o valor é tão alto?
Toda infração gravíssima parte de R$ 293,47, mas o artigo 253-A aplica um multiplicador de 60 vezes. Assim, o valor chega a R$ 17.608,20 na primeira autuação. Em caso de reincidência em até 12 meses, a penalidade dobra.
- R$ 17.608,20 na primeira autuação por bloqueio irregular.
- R$ 35.360,40 se houver reincidência no período de 12 meses.
- Multiplicador 60x sobre o valor-base de infração gravíssima.
Quais outras consequências atingem o motorista?
O impacto financeiro não vem sozinho. A infração gera 7 pontos na CNH, pontuação máxima prevista para condutas gravíssimas. Esse registro pode acelerar um processo de suspensão, caso o condutor acumule outras penalidades.
Além disso, há remoção do veículo ao pátio, com cobrança de guincho e diárias. Dependendo da situação, o motorista ainda pode enfrentar suspensão do direito de dirigir, ampliando os prejuízos administrativos.

Por que a fiscalização ficou mais rigorosa em 2026?
Em 2026, os órgãos de trânsito ampliaram o uso de monitoramento eletrônico e cruzamento de dados, tornando a identificação dos envolvidos mais rápida. A integração com forças de segurança elevou o alcance da fiscalização.
- Câmeras e sistemas inteligentes facilitam a identificação de veículos.
- Bloqueios atrasam ambulâncias e comprometem transporte público.
- A penalidade busca efeito educativo, evitando caos urbano e riscos coletivos.
Ao priorizar mobilidade e segurança, a aplicação rigorosa da norma reforça que interferir no trânsito pode sair muito mais caro do que muitos imaginam.




