Agora imagine o seguinte cenário: uma cidade inteira em versão mini, cheia de prédios, trens, gente, histórias e até eleição, mas tudo 24 vezes menor do que na vida real. É assim que o Mini Mundo, em Gramado, se apresenta: um parque a céu aberto que transforma maquetes em uma cidade pulsante, onde cada detalhe conta alguma coisa e cada olhar mais atento descobre algo novo, em uma experiência imersiva que mistura turismo, nostalgia e brincadeira de forma leve e atual.
O que é o Mini Mundo em Gramado
O Mini Mundo é um parque em Gramado, na Serra Gaúcha, que reúne construções brasileiras e internacionais em escala 1:24. Em vez de maquetes soltas, o visitante encontra ruas, trilhos, pontes, praças e áreas naturais que se conectam como uma cidade completa, só que em tamanho reduzido.
Inserido em um dos destinos turísticos mais movimentados do Brasil, o parque aproveita o clima frio e a arquitetura de inspiração europeia da cidade. Lá fora está a “cidade grande” em tamanho normal; lá dentro, a “cidade pequena” funciona com sua própria lógica e estética, convidando o visitante a enxergar o mundo por outro ângulo.

Como surgiu o Mini Mundo e como ele virou atração turística
O início de tudo foi despretensioso: a família Höppner, proprietária do Hotel Ritta Höppner, criou uma casinha de bonecas no jardim como presente para a neta e como atração para as crianças do hotel. Inspirados em contos infantis e na herança cultural alemã, os avós montaram um pequeno cenário lúdico, sem imaginar que dali nasceria um parque temático.
Com o tempo, chegou um trem em miniatura, novas construções, ruas e personagens, e a vila cresceu a ponto de ganhar espaço próprio, aberto ao público. Mesmo se profissionalizando, o Mini Mundo manteve o forte componente artesanal e a ideia de preservar memórias em forma de miniatura, sempre atualizando atrações para dialogar com novas gerações.
Como as réplicas são criadas e preservadas a céu aberto
Por trás de cada maquete existe um trabalho intenso em uma oficina fixa, apelidada de “maternidade de réplicas”, onde cerca de 30 profissionais criam, mantêm e renovam as estruturas. Ali nascem projetos que vão de pequenas casas a castelos europeus e prédios históricos brasileiros, com base em plantas, fotos e pesquisas detalhadas.
Como o parque é totalmente ao ar livre, a equipe lida com frio intenso, sol forte, chuvas e desgaste natural o ano todo. Para garantir que as miniaturas durem mais de uma década, são usados metais resistentes à corrosão, tintas com proteção UV e materiais pensados para enfrentar a exposição contínua, com réplicas que às vezes são atualizadas conforme o original é reformado.
Quais detalhes dão personalidade à cidade em miniatura
Uma das marcas registradas do Mini Mundo é o nível de detalhamento, como calçamento feito com pedras de basalto cortadas e envelhecidas manualmente. Em prédios históricos, não é só a fachada que recebe atenção: praças, jardins, ruas laterais e elementos urbanos ajudam a recriar a atmosfera do local original em pequena escala.
A curadoria das construções considera o conceito de “cidade do mundo” e o terreno em declive do parque, que inspirou soluções criativas, como uma versão mini do Elevador Lacerda para conectar diferentes níveis. Em meio a castelos, museus, palácios e prédios brasileiros, surgem também cenas cotidianas com mais de 3 mil mini habitantes personalizados, reforçando a sensação de cidade viva.
Selecionamos o vídeo do Diogo Elzinga que faz sucesso no YouTube e fala sobre essa vila incrível:
O que observar na visita e por que ir agora
A experiência começa logo na entrada, com a entrega de uma moeda do Mini Mundo que pode ser trocada pelo jornal oficial da cidade em miniatura. Esse jornal traz mapa, notícias fictícias e brincadeiras de observação, transformando o passeio em uma espécie de caça ao tesouro em meio às maquetes e à vegetação quase totalmente natural.
Ao caminhar, o visitante descobre cenas escondidas, referências à cultura pop e homenagens a personagens reais, que tornam o percurso mais divertido. Entre os elementos que vale procurar com atenção, estão:
- Personagens inspirados em bruxos famosos, figuras de cinema e personagens de estética sombria, discretamente inseridos no cenário;
- Homenagens a ídolos do esporte e da TV brasileira, colocados em contextos ligados às suas histórias;
- Cenas temáticas em datas especiais, como Halloween, Natal e Páscoa, com decoração e narrativas próprias;
- Desafios visuais propostos pelo parque, incentivando a encontrar figuras escondidas e detalhes quase invisíveis.
Cada visita revela algo novo, porque o olhar vai ficando mais treinado para reparar nos detalhes que costumam passar despercebidos. Se você está planejando ir a Gramado, inclua o Mini Mundo no roteiro e não deixe para depois: aproveite a próxima viagem para viver essa cidade em miniatura de perto, antes que as próximas atualizações mudem de novo o “mundo” que cabe na palma da mão.




