Uma casa em falésia comprada por cerca de 260 mil euros foi demolida apenas quatro meses depois no Reino Unido. A erosão costeira avançou rapidamente, levou a estrutura ao limite e obrigou autoridades a agir por segurança.
O que aconteceu com a casa comprada perto do mar?
A propriedade à beira-mar chamada The Chantry ficava na vila de Thorpeness, na costa de Suffolk. O imóvel tinha quatro quartos e foi adquirido em leilão por 227 mil libras, equivalente a cerca de 260 mil euros.
Pouco tempo após a compra, técnicos apontaram nível crítico de segurança na área do penhasco. A erosão acelerada comprometeu o terreno de apoio da construção e tornou inviável manter a casa em pé sem risco estrutural.

Por que a demolição foi considerada inevitável?
Segundo o Conselho de East Suffolk, a erosão recente foi significativa e imprevisível. Após avaliações técnicas, a demolição foi tratada como única alternativa viável para reduzir perigo de desabamento e acidentes na área costeira, conforme fatores a seguir.
- Avanço rápido da erosão na base da falésia onde a casa estava apoiada.
- Relatórios indicando risco estrutural imediato para moradores e vizinhos.
- Impossibilidade de contenção rápida com obras de estabilização no local.
Como os moradores descreveram o avanço da erosão?
A situação foi relatada pela emissora ITV News, que mostrou máquinas demolindo imóveis próximos ao penhasco. Moradores afirmam que a paisagem mudou em poucos meses e que o som das demolições virou parte da rotina local.
A moradora Evelyn Rumsby, residente desde 1977, descreveu a erosão como extrema e emocionalmente pesada. Ela afirmou que ouvir casas desaparecendo é algo difícil de aceitar para quem acompanha a transformação da costa.

O que dizem moradores e autoridades sobre o risco?
Depoimentos locais mostram o impacto humano da erosão costeira. Jean Flick, de 88 anos, que também perdeu sua casa no alto do penhasco, resumiu a sensação coletiva com uma frase direta, como nos trechos marcantes a seguir.
- Moradora afirmou que não se pode parar a maré e que o mar sempre avança.
- Relatos apontam risco de estradas desaparecerem e isolarem casas.
- Autoridades dizem que a erosão não é linear nem previsível.
O conselho local declarou que mantém monitoramento contínuo e contato com proprietários, reforçando que novas perdas podem ocorrer e que viver na borda costeira exige hoje avaliação constante de risco.



