Os hábitos de sono de atletas olímpicos chamam atenção não apenas pelo alto rendimento, mas pelo impacto direto no bem-estar. Segundo reportagem do The New York Times, quase 40% da equipe olímpica de inverno dos EUA relatou dificuldade para dormir, reforçando a importância de estratégias eficazes.
Por que até atletas olímpicos enfrentam dificuldade para dormir?
Um estudo com mais de mil atletas apontou que quase 40% dos integrantes da equipe olímpica de inverno dos Estados Unidos relataram problemas de descanso. A pressão competitiva e a rotina intensa afetam o ritmo biológico mesmo entre profissionais altamente treinados.
O psicólogo esportivo Jim Doorley explica que ansiedade, comparações de desempenho e preocupação com métricas podem prejudicar o sono. O impacto não é apenas físico, mas também emocional.

Quais são os 5 hábitos de sono recomendados por atletas e especialistas?
Atletas como Tess Johnson e Julia Kern, além de especialistas em sono ouvidos pelo The New York Times, destacaram cinco práticas que ajudam a garantir recuperação adequada. Esses pilares podem ser adaptados facilmente à rotina diária, como você verá a seguir.
- Personalizar o ambiente: uso de travesseiro próprio, mini umidificador e fones com cancelamento de ruído.
- Criar rotina relaxante: respiração profunda, visualização positiva e evitar celular antes de dormir.
- Manter horários regulares: acordar no mesmo horário e buscar luz natural pela manhã.
- Uso moderado de tecnologia: evitar obsessão por aplicativos e métricas de sono.
- Confiar na recuperação do corpo: não transformar noites ruins em fonte de ansiedade.
Como adaptar essas estratégias à rotina comum?
Especialistas reforçam que um quarto escuro, silencioso e fresco favorece o descanso, mesmo fora de ambientes ideais como a Vila Olímpica. Quando não é possível eliminar ruídos, recursos simples ajudam a minimizar estímulos externos.
Jim Doorley recomenda estabilizar o relógio biológico com exposição à luz natural pela manhã. Caso isso não seja viável, exercícios físicos regulares e alimentação equilibrada também contribuem para organizar o ciclo do sono.

Vale a pena usar tecnologia para monitorar o sono?
O monitoramento digital tornou-se comum no alto rendimento, mas exige equilíbrio. Johnson relatou que notificações negativas sobre qualidade do sono afetaram seu humor, mesmo quando se sentia fisicamente recuperada.
- Evitar comparação constante: métricas excessivas aumentam ansiedade.
- Priorizar percepção corporal: sentir-se recuperado é tão importante quanto números.
- Reduzir checagens antes de competir: Kern evita acompanhar dados em momentos decisivos.
Uma noite ruim compromete o desempenho?
Especialistas afirmam que uma noite mal dormida isolada dificilmente prejudica o desempenho físico, desde que haja descanso acumulado. O corpo possui capacidade natural de adaptação mesmo em condições adversas.
Doorley orienta manter uma relação saudável com o sono, sem obsessão pela perfeição diária. A experiência das equipes olímpicas mostra que equilíbrio emocional e constância são mais relevantes do que metas rígidas de horas dormidas.
