O Imposto de Renda 2026 ainda aguarda divulgação oficial do calendário pela Receita Federal, mas as novas regras de isenção e redutores já estão em vigor. Enquanto o prazo de envio segue em suspense, contribuintes precisam se organizar para evitar multas e atrasos.
Quando começa o prazo do Imposto de Renda 2026?
Até o momento, a Receita Federal não publicou a Instrução Normativa com as datas oficiais. A confirmação depende de publicação no Diário Oficial da União, mantendo o calendário sob expectativa.
Nos últimos anos, o padrão foi abertura em março e encerramento no fim de maio. Em 2025, por exemplo, o período ocorreu de 17 de março a 30 de maio, repetindo a tendência consolidada desde 2023.

Quais documentos organizar antes da declaração?
Mesmo sem o calendário confirmado, a organização antecipada reduz riscos de erro, acelera a restituição e facilita o uso da declaração pré-preenchida. Para evitar problemas na malha fina, é essencial reunir os documentos abaixo.
- Informes de rendimentos: fornecidos por empresas e instituições financeiras.
- Comprovantes de despesas: gastos médicos e educacionais dedutíveis.
- Dados bancários e contribuições: informações de contas e recolhimentos previdenciários.
Como a isenção do IR muda por faixa e período?
Para facilitar a visualização das novas faixas de isenção, organizei os valores da regra mensal e anual em um quadro único. Assim, você identifica rapidamente quando há isenção total, aplicação de redutor ou retorno à tributação tradicional.
Acima dos limites indicados, o cálculo segue a progressividade tradicional, sem aplicação de redutores. Isso significa que a ampliação da isenção beneficia principalmente rendas mais baixas e parte da classe média.
Quais alíquotas e deduções continuam valendo?
Para rendas acima de R$ 7.350 mensais, seguem ativas as alíquotas progressivas tradicionais, sem aplicação de redutor. Ao mesmo tempo, permanecem as deduções fiscais que aliviam o cálculo final. A tabela abaixo organiza percentuais e limites em um único painel visual.
O que muda para rendas altas com o IRPF mínimo?
Para compensar a ampliação da faixa de isenção, foi criado o Imposto de Renda da Pessoa Física Mínimo (IRPFM), direcionado a rendas anuais superiores a R$ 600 mil, com alíquota progressiva que pode alcançar 10% acima de R$ 1,2 milhão.
Segundo o governo federal, cerca de 141 mil contribuintes serão impactados. A apuração do IRPFM começará na declaração de 2027, permitindo planejamento financeiro antecipado para quem se enquadrar nas novas regras.




