O diagnóstico precoce continua sendo a ferramenta mais poderosa para reduzir a mortalidade por câncer de mama e de colo do útero. O foco principal é conscientizar que descobrir a doença em estágios iniciais aumenta drasticamente as chances de cura e permite tratamentos menos agressivos.
Por que o autoexame não substitui a mamografia?
Manter a rotina de exames e a vacinação em dia é a maneira mais poderosa de cuidar da sua vida e garantir um futuro com muito mais segurança. No vídeo a seguir, do canal Drauzio Varella, é detalhado como o diagnóstico precoce ajuda a fortalecer o organismo e proteger sua saúde.
Diferente do que se acreditava antigamente, o autoexame das mamas não é mais o método principal para o diagnóstico precoce. Isso acontece porque, quando um nódulo é grande o suficiente para ser sentido pelo tato, ele geralmente já não está na fase inicial, o que reforça a necessidade de exames de imagem.
A mamografia é o único exame capaz de identificar microcalcificações antes mesmo de se tornarem palpáveis. Segundo a Febrasgo e o Ministério da Saúde, mulheres sem fatores de risco devem iniciar esse rastreamento anualmente a partir dos 40 anos para garantir uma vigilância segura.
Quais são os principais sinais de alerta nas mamas?
Mesmo realizando os exames de rotina, o diagnóstico precoce depende da atenção aos sinais do corpo. Qualquer mudança visual ou sensorial deve ser levada imediatamente a um mastologista, que é o médico especialista capaz de investigar alterações suspeitas com precisão.
Fique atenta aos seguintes sintomas que podem surgir:
- Deformidades ou alterações no formato natural das mamas.
- Secreção espontânea pelo mamilo, principalmente se houver presença de sangue.
- Mudanças na textura da pele, como vermelhidão ou aspecto de casca de laranja.
- Presença de caroços endurecidos nas mamas ou na região das axilas.
Leia mais: Dieta cetogênica ajuda a reduzir sintomas de depressão
Como prevenir o câncer de colo do útero com eficácia?
No caso do colo do útero, a estratégia de diagnóstico precoce começa com a prevenção da infecção pelo HPV. Como o vírus é transmitido pelo contato sexual, o uso de preservativo é indispensável, embora a vacinação seja a barreira mais eficaz já desenvolvida pela medicina moderna.
Confira as opções de vacinação disponíveis hoje no Brasil:
| Local de aplicação | Público-alvo | Faixa etária |
|---|---|---|
| SUS | Meninos e meninas | 9 a 14 anos |
| Rede particular | Homens e mulheres | 9 a 45 anos |
| SUS (casos especiais) | Imunossuprimidos / pacientes oncológicos | Conforme prescrição |
Papanicolau ou Teste de DNA HPV, qual escolher?

O Papanicolau é o exame mais comum para identificar alterações celulares, sendo indicado para mulheres entre 25 e 64 anos. No entanto, o Teste DNA HPV tem ganhado destaque no diagnóstico precoce por detectar a presença do vírus antes mesmo de surgirem lesões, sendo mais sensível e moderno.
O Ministério da Saúde está incorporando o teste de DNA gradativamente, pois ele permite um intervalo maior entre os exames — caso o resultado seja negativo, a repetição só é necessária após cinco anos. Isso torna o rastreamento mais eficiente e seguro para a paciente no longo prazo.
Leia mais: Os ‘espelhos com IA’ que estão mudando como cegos se veem




