A Ultrafarma anunciou fechamento de lojas físicas para focar e-commerce, logística rápida e redução de custos. O novo modelo aposta em megaloja conceito, centro de distribuição integrado e estratégia digital para ganhar escala e competitividade.
A Ultrafarma anunciou uma reestruturação radical e vai fechar lojas físicas para priorizar e-commerce e logística rápida. A rede aposta em operação digital, megaloja conceito e inteligência de dados para reduzir custos e acelerar entregas.
Por que a Ultrafarma decidiu fechar lojas físicas?
A reestruturação da Ultrafarma busca cortar custos fixos elevados e adaptar a empresa ao novo padrão de consumo. O modelo com muitas unidades de rua perdeu eficiência diante do avanço das compras online de medicamentos e itens de saúde.
Com menos pontos físicos, a rede farmacêutica concentra recursos em tecnologia, distribuição e preço competitivo. A estratégia troca capilaridade de lojas por velocidade logística e maior alcance digital, mirando escala e margens mais controladas.

Como funciona o novo modelo com megaloja conceito?
O novo formato substitui várias unidades por uma megaloja conceito de cerca de 3 mil metros quadrados na Zona Norte de São Paulo. O espaço será multipropósito e integrado à operação digital, como mostra a estrutura abaixo.
- Farmácia tradicional com portfólio completo de medicamentos
- Farmácia de manipulação e área de nutrição especializada
- Ótica e hub logístico para retirada rápida de pedidos
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O que muda na estratégia digital e na logística?
O foco passa a ser o e-commerce farmacêutico com entrega expressa na Grande São Paulo. A integração entre canais digitais e estoque central permite processar pedidos com mais velocidade e reduzir rupturas em regiões densas.
A operação segue apoiada no centro de distribuição de Santa Isabel, com cerca de 15 mil metros quadrados. A conexão com a megaloja melhora a última milha e encurta prazos, ponto decisivo para fidelizar clientes recorrentes.

Qual é o contexto financeiro por trás da mudança?
O movimento ocorre em meio a pressão financeira e revisão de crédito por parte de fornecedores e bancos. Investigações tributárias e riscos jurídicos elevaram o custo de capital, exigindo uma estrutura mais enxuta e previsível.
- Corte de despesas fixas com aluguel e operação de lojas
- Prioridade em caixa e giro rápido de estoque
- Digital-first para recuperar competitividade de preço
Na prática, a virada mostra que no varejo farmacêutico moderno vence quem opera com eficiência logística e força digital — não apenas quem tem mais lojas na rua.
Como especialistas veem o reposicionamento da Ultrafarma?
Analistas de varejo e logística avaliam que a concentração física reduz complexidade e melhora o controle de estoque. O modelo favorece previsibilidade de demanda e decisões baseadas em dados, algo essencial no consumo recorrente.
Para o mercado, a transformação digital da Ultrafarma sinaliza uma mudança estrutural no setor. Farmácias tradicionais que não virarem operadores logísticos digitais tendem a perder espaço rapidamente nos próximos anos.


