O Diagnóstico do Diabetes é um processo complexo que vai muito além da simples medição de glicose no sangue. Essa condição crônica, que cresce rapidamente no Brasil, requer a consideração de diversos fatores clínicos e laboratoriais para identificação precisa. Segundo especialistas, não é suficiente avaliar apenas a glicemia; é necessário associá-la à hemoglobina glicada e observar sinais clínicos significativos, como explicam as endocrinologistas Sharon Nina Admoni e Priscilla Cukier.
Fatores clínicos importantes para o diagnóstico do diabetes
Um ponto crucial no diagnóstico é a observação de sinais clínicos antes mesmo da realização de exames laboratoriais. Medidas simples como a avaliação da circunferência abdominal podem fornecer indicações valiosas sobre a resistência à insulina, muitas vezes mais confiáveis do que exames sanguíneos isolados.
Outros sinais como o escurecimento da pele no pescoço, excesso de peso, hipertensão e colesterol alterado também são indicativos de um risco aumentado para diabetes. Esses achados apontam para a necessidade de intervenções precoces no estilo de vida, mesmo antes da confirmação laboratorial.

Principais indicadores clínicos de risco para diabetes?
Alguns fatores clínicos podem preceder o diagnóstico formal de diabetes e funcionam como alerta para a necessidade de acompanhamento médico. Eles estão fortemente associados à resistência à insulina e ao desenvolvimento do diabetes tipo 2.
Entre os principais indicadores clínicos de risco que merecem atenção, destacam-se:
- Circunferência abdominal aumentada e obesidade central.
- Presença de acantose nigricans (escurecimento da pele, especialmente no pescoço e axilas).
- Histórico de hipertensão arterial e alterações de colesterol e triglicérides.
- Excesso de peso associado a sedentarismo e alimentação desequilibrada.
Qual a evolução dos tratamentos para o diabetes?
No tratamento do diabetes, existem diferenças importantes entre os tipos 1 e 2 da doença. O diabetes tipo 1, caracterizado pela ausência ou produção muito reduzida de insulina, é predominantemente tratado com insulina, hoje disponível em diversas formulações de ação rápida, intermediária e prolongada.
Já no diabetes tipo 2, associado principalmente à obesidade e resistência à insulina, novas opções terapêuticas têm mostrado eficácia não apenas no controle da glicemia, mas também na redução de peso. Esse duplo benefício é especialmente relevante, pois a obesidade é um fator agravante e de difícil manejo nesse tipo de diabetes.
Qual a importância da escolha adequada do tratamento para o controle do diabetes?
A escolha do tratamento correto é essencial para o controle eficaz do diabetes e para a redução de complicações cardiovasculares, renais, oculares e neurológicas. O avanço nas opções terapêuticas inclui medicações orais e injetáveis, muitas das quais também contribuem para o controle do peso e melhora do perfil metabólico global.
As novas “canetinhas” injetáveis, inicialmente desenvolvidas para o controle do diabetes, mostraram benefícios adicionais na perda de peso e na proteção cardiovascular. Além disso, medicamentos mais antigos, como a metformina, permanecem relevantes, estão disponíveis em programas de saúde pública e seguem como base do tratamento, sempre associados a mudanças sustentadas de estilo de vida.
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Dra. Anna Luísa Barbosa Fernandes
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