A proposta que encerra a escala 6×1 prevê redução gradual da jornada de 44 para 36 horas, sem corte salarial. O texto estabelece transição escalonada, negociação coletiva e foco em produtividade e saúde mental.
A proposta que prevê o fim da jornada 6×1 avançou no Senado com foco em uma transição progressiva da carga horária semanal. A ideia central é reduzir horas de trabalho sem cortes salariais, permitindo adaptação das empresas e preservando produtividade, saúde mental e equilíbrio social.
Como funcionará a transição das 44 para 36 horas semanais?
A redução da jornada não ocorrerá de forma abrupta. O texto define uma diminuição escalonada das atuais 44 horas semanais até o novo teto de 36 horas, permitindo que setores intensivos em mão de obra ajustem escalas, processos e contratações ao longo do tempo.
A lógica adotada é de descida controlada, com redução anual de uma a duas horas. Isso evita choques operacionais, especialmente no comércio e nos serviços, e garante previsibilidade tanto para empregadores quanto para trabalhadores.
Confira o vídeo compartilhado pelo canal do TikTok advogado.trabalhistaa falando sobre a nova aprovação da redução da jornada de trabalho e a adesão a escala 5×2.
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Quais são os pilares obrigatórios da proposta?
O avanço do projeto está condicionado a princípios que não podem ser flexibilizados durante a implementação. Esses pontos estruturam a reforma e servem de referência para negociações setoriais, como você confere a seguir.
- Irredutibilidade salarial: o valor do salário mensal e da hora trabalhada não pode ser reduzido em nenhuma fase.
- Negociação coletiva: sindicatos e empresas definem como distribuir folgas ou reduzir a carga diária.
- Produtividade assistida: empresas podem acessar incentivos ao comprovar eficiência com automação.
Qual é o cronograma estimado para o fim da escala 6×1?
O calendário de implantação prevê quatro etapas sucessivas, com impacto direto nas escalas semanais. A expectativa é que a redução seja percebida gradualmente pelo trabalhador, sem perda de renda e com ajustes progressivos no funcionamento das empresas.
No estágio final, consolida-se a adoção de escalas como 5×2 ou 4×3, dependendo da atividade econômica. A mudança representa uma reorganização estrutural da rotina de trabalho no país.

Quais efeitos econômicos e sociais justificam a mudança?
Além do debate trabalhista, dados recentes reforçam a urgência da reforma. O impacto se estende à saúde pública, ao mercado de trabalho e à competitividade do país, conforme os pontos práticos abaixo.
- Saúde mental: afastamentos por burnout e depressão cresceram de forma expressiva nos últimos anos.
- Geração de empregos: a redução da jornada pode exigir novas contratações em setores contínuos.
- Padrão internacional: países com jornadas menores registram maior produtividade por hora.
O que muda para empresas e trabalhadores nos próximos anos?
Para o trabalhador, a principal mudança é a recuperação do tempo de descanso sem impacto no salário. Para as empresas, o desafio está em reorganizar turnos, investir em eficiência e planejar custos de médio prazo com mais previsibilidade.
A proposta transforma o fim da escala 6×1 em uma política estruturante, baseada em gradualidade. A expectativa é que, ao final do ciclo, o modelo esteja consolidado sem rupturas econômicas e com ganhos reais de qualidade de vida.




