Uma Stygiomedusa gigantea de cerca de 11 metros foi registrada a 253 metros no Mar Argentino. A água-viva-fantasma, rara e sem tentáculos urticantes, soma cerca de 130 registros desde 1910 e reforça a biodiversidade oceânica pouco explorada.
Uma água-viva gigante registrada no Mar Argentino chamou a atenção da comunidade científica internacional. O animal, com cerca de 11 metros de comprimento, foi filmado durante uma expedição conduzida por pesquisadores argentinos, revelando a riqueza pouco conhecida das profundezas oceânicas.
O que é a água-viva gigante encontrada no Mar Argentino?
O organismo identificado é a Stygiomedusa gigantea, conhecida como água-viva-fantasma. Trata-se de uma espécie extremamente rara, típica de águas profundas, famosa pelo tamanho incomum e pela baixa frequência de registros científicos ao longo da história.
Segundo os pesquisadores, o exemplar observado possuía dimensões comparáveis às de um ônibus escolar. Desde seu primeiro registro científico, no início do século XX, a espécie foi documentada apenas em poucas ocasiões ao redor do mundo.
Confira o vídeo compartilhado pelo canal do YouTube MBARI (Monterey Bay Aquarium Research Institute) mostrando o relato da água-viva gigante.
Onde e como a água-viva gigante foi registrada?
A observação ocorreu durante a expedição científica “Vida nos Extremos”, realizada em áreas pouco exploradas do Mar Argentino. O animal foi filmado a cerca de 253 metros de profundidade, reforçando a importância da plataforma continental argentina para pesquisas marinhas.
- Local exato: plataforma continental do Mar Argentino, em região remota.
- Profundidade: aproximadamente 253 metros abaixo da superfície.
- Tamanho estimado: cerca de 11 metros de comprimento total.
Quais são as características mais impressionantes da Stygiomedusa gigantea?
Diferente da maioria das águas-vivas conhecidas, a Stygiomedusa gigantea não possui tentáculos urticantes. Em vez disso, ela conta com quatro longas peças bucais que podem atingir até 10 metros, usadas para capturar plâncton e pequenos peixes.
A campânula do animal pode chegar perto de um metro de diâmetro, ampliando o impacto visual da descoberta. Essa combinação de tamanho e anatomia explica por que cada novo registro da espécie é tratado como um evento científico relevante.

Qual tecnologia permitiu registrar essa água-viva rara?
O registro foi possível graças ao uso de tecnologia avançada de exploração oceânica. A equipe utilizou um navio-laboratório moderno e um veículo submersível operado remotamente, capazes de alcançar grandes profundidades sem interferir no ecossistema.
- Navio de pesquisa: embarcação equipada para missões científicas em mar profundo.
- Veículo submersível: equipamento remoto capaz de descer a milhares de metros.
- Diferencial técnico: captação de imagens em alta definição sem danos ambientais.
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Por que essa descoberta é importante para a ciência marinha?
Existem apenas cerca de 130 registros confirmados da Stygiomedusa gigantea desde 1910. Cada novo avistamento amplia o entendimento sobre a biodiversidade das profundezas e ajuda a explicar como espécies gigantes sobrevivem em ambientes extremos.
A descoberta reforça o Mar Argentino como um importante refúgio de biodiversidade marinha ainda pouco explorado. Para os cientistas, observar criaturas tão raras indica que vastas áreas do oceano permanecem desconhecidas e cheias de potencial científico.
