Durante o período de gestação, muitas mulheres enfrentam mudanças significativas em suas rotinas diárias. Para Tamiris Duarte, de 35 anos, a Gravidez trouxe desafios inesperados quando, no primeiro trimestre, ela foi diagnosticada com uma doença renal autoimune rara, exigindo hemodiálise contínua até o nascimento dos gêmeos.
Como a gravidez influencia doenças renais autoimunes?
A descoberta da doença foi um choque para Tamiris e seu marido, Danilo Lopes, de 36 anos, que aguardavam ansiosos a chegada dos gêmeos. Inchaços nas mãos e nos pés, inicialmente atribuídos à gestação, revelaram algo mais sério quando associados a sangramento e mal-estar persistente.
Os exames apontaram níveis elevados de creatinina e pressão arterial difícil de controlar, levando ao diagnóstico de insuficiência renal severa. Segundo o obstetra Eduardo Cordioli, a hemodiálise em gestantes é desafiadora, mas viável, sendo frequentemente intensificada para proteger mãe e bebês.

Quais são os impactos da nefropatia por IgA na gestação?
O problema de saúde de Tamiris foi esclarecido por uma biópsia renal, que confirmou nefropatia por IgA, doença autoimune que inflama os filtros dos rins. Muitas vezes silenciosa, essa condição pode ser identificada apenas em exames de rotina, como os realizados no pré-natal.
Além de aumentar o risco para a mãe, a nefropatia por IgA pode comprometer o desenvolvimento fetal, como ocorreu com Salvattore e Pietra Felicitá, que apresentavam baixo ganho de peso. Um descolamento de placenta na 26ª semana culminou em um parto de emergência e em prematuridade extrema.
Quais desafios a prematuridade extrema impõe aos recém-nascidos?
Os recém-nascidos pesaram 390 e 595 gramas e enfrentaram uma longa internação na UTI neonatal, com suporte ventilatório, nutricional e monitorização contínua. Enquanto isso, Tamiris retomou rapidamente a hemodiálise pós-parto, equilibrando o próprio tratamento com a rotina hospitalar dos filhos.
Nesse cenário, alguns cuidados se mostraram fundamentais para a recuperação dos gêmeos e a estabilidade clínica de Tamiris:
👶 Cuidados integrados na prematuridade extrema
| Área de cuidado | Descrição |
|---|---|
| 🏥 Monitorização intensiva | Acompanhamento contínuo em UTI neonatal para manejo adequado da prematuridade extrema. |
| 🤝 Suporte multidisciplinar | Atuação conjunta de neonatologistas, nefrologistas e obstetras no cuidado da mãe e dos bebês. |
| ⚙️ Hemodiálise ajustada | Controle rigoroso da hemodiálise para compatibilizar o tratamento com as demandas do pós-parto. |
| 📈 Acompanhamento pós-alta | Monitoramento do crescimento e desenvolvimento dos bebês após a alta hospitalar. |
💡 Dica: a integração entre equipes médicas e familiares é essencial para garantir o melhor prognóstico e bem-estar dos recém-nascidos.
Qual é o papel do suporte familiar e médico nesse tipo de jornada?
O apoio do marido e da equipe médica foi decisivo para enfrentar as incertezas do diagnóstico, da hemodiálise e da internação prolongada dos gêmeos. O vínculo com as profissionais de saúde ofereceu acolhimento emocional e segurança em meio aos riscos constantes.
Hoje, com os gêmeos saudáveis e em desenvolvimento adequado, a história de Tamiris, que segue em hemodiálise aguardando um transplante renal, simboliza uma vitória coletiva. Seu caso destaca a importância do suporte familiar, do cuidado integrado e dos avanços da medicina na condução de gestações de alto risco.
Entre em contato:
Dra. Anna Luísa Barbosa Fernandes
CRM-GO 33.271




