O Auxílio-Acidente garante pagamento mensal do INSS a quem tem sequela permanente, mesmo leve. O valor é 50% do salário de benefício, pode acumular com salário e gerar atrasados de até cinco anos após cessação do auxílio-doença.
O Auxílio-Acidente virou peça central na proteção do trabalhador em 2026. Mesmo sequelas leves já garantem pagamento mensal pelo INSS, com chance de atrasados altos. Entender regras, valores e critérios faz diferença direta no bolso.
Quem pode receber o Auxílio-Acidente em 2026?
O benefício indenizatório do INSS é pago a quem sofreu acidente ou doença e ficou com sequela permanente que reduz a capacidade laboral. Não é aposentadoria e não exige afastamento atual, apenas limitação funcional comprovada por perícia.
A base legal vem da Lei 8.213 de 1991, com interpretação reforçada pelo Tema 444 do STJ, que fixou que até redução mínima da capacidade já gera direito. Especialistas em direito previdenciário destacam que o grau da sequela não impede concessão.
Confira o vídeo compartilhado pelo advogado do canal do TikTok escobaradvogados falando sobre como você pode dar entrada no auxílio-acidente e em quais situações você pode receber.
@escobaradvogados Entenda melhor como funciona o auxílio-acidente, um dos benefícios mais vantajosos do INSS, porém pouco conhecido pelos trabalhadores. Lembrando que a Justiça já disse que ainda que a sequela seja mínima o benefício pode ser concedido. #advogado #inss #justiça #direito #trabalho ♬ som original – Escobar Advogados
Quais situações geram direito ao pagamento mensal?
O fato gerador do Auxílio-Acidente não se limita a acidente de trabalho. A lei aceita diferentes origens de dano funcional. Entre as hipóteses reconhecidas pela perícia e pela jurisprudência estão as seguintes situações abaixo.
- Perda parcial de dedo: redução de força e precisão manual já caracteriza sequela indenizável
- Limitação de pulso ou ombro: menor mobilidade gera direito ao benefício complementar
- Perda auditiva ou visual parcial: queda funcional mesmo leve entra no critério legal
- Doença ocupacional LER ou DORT: lesão por esforço repetitivo também é aceita
- Acidente fora do trabalho: queda doméstica ou trânsito também pode gerar pagamento
Como é feito o cálculo do valor do benefício?
O valor do Auxílio-Acidente corresponde a 50% do salário de benefício usado no cálculo de uma aposentadoria por invalidez. A fórmula aplicada pelo INSS é salário base multiplicado por 0,50, sem fator previdenciário.
Com o salário mínimo de R$ 1.515 em 2026, quem contribui no piso recebe cerca de R$ 757,50 por mês. O pagamento pode ser acumulado com salário, pois tem natureza indenizatória, como explicam peritos previdenciários e advogados da área.

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Quais são as diferenças para o Auxílio-Doença?
Embora muitos confundam, Auxílio-Doença e Auxílio-Acidente têm funções distintas. Um substitui renda durante afastamento; o outro complementa renda após sequela. A comparação prática ajuda a evitar pedidos errados no sistema do INSS.
No auxílio por incapacidade, o segurado não pode trabalhar. Já na indenização por sequela, o trabalhador volta à função e recebe duas fontes. Estudos técnicos previdenciários usam essa distinção como ponto central de defesa em processos.
Como pedir e receber valores retroativos do INSS?
Quando o INSS encerra o Auxílio-Doença e não concede automaticamente o Auxílio-Acidente, é possível pedir atrasados. O pagamento deve começar no dia seguinte à cessação. Veja pontos práticos que aumentam a chance de êxito no pedido.
- Marco inicial correto: pagamento retroage após fim do benefício por incapacidade
- Prazo de cobrança: segurado pode exigir atrasados dos últimos cinco anos
- Negativa por sequela leve: Justiça aplica Tema 444 do STJ e costuma reverter
Quem organiza laudos, vínculos e datas de cessação consegue acelerar o pedido administrativo ou judicial e transformar uma sequela ignorada em renda mensal garantida, o que pode mudar totalmente o planejamento financeiro do trabalhador.




