No início de 2026, o calendário espacial ganhou destaque com a expectativa em torno da missão Artemis II, projeto da NASA que marca a retomada das viagens tripuladas à Lua após mais de cinco décadas, mas ajustes técnicos de última hora e fatores ambientais acabaram adiando o lançamento e reacendendo o debate sobre os desafios da exploração espacial moderna.
O que é a missão Artemis II e qual é seu papel na volta à Lua
A missão Artemis II é um passo intermediário essencial rumo ao retorno humano à superfície lunar. Nessa etapa, a cápsula Orion levará quatro astronautas a uma órbita ao redor da Lua, sem pousar, para testar em ambiente real sistemas de suporte à vida, navegação, comunicações e desempenho do foguete Space Launch System (SLS).
O sucesso dessa fase é visto como pré-requisito para missões futuras com pouso tripulado e montagem de estruturas mais permanentes no entorno do satélite natural da Terra. A missão também validará protocolos de segurança, gestão de risco e operação em espaço profundo, fundamentais para voos ainda mais longos.

Por que o lançamento da Artemis II foi adiado para março de 2026
Testes de solo detectaram vazamentos de hidrogênio líquido em componentes do SLS, exigindo inspeções adicionais, correções técnicas e nova certificação da integridade do sistema de propulsão.
Esses problemas, somados às janelas orbitais específicas para a viagem à Lua e às condições meteorológicas na Flórida, levaram a NASA a deslocar a janela de lançamento para o começo de março de 2026, com datas estimadas entre 6 e 11 de março. O horário originalmente cogitado para fevereiro, por volta de 23h41 (horário de Brasília), passou a servir apenas como referência aproximada.
O que esperar do voo da Artemis II quando o lançamento ocorrer
Quando a Artemis II finalmente for lançada, a expectativa é de um voo de vários dias em direção à Lua, desenhado para estressar ao máximo os sistemas em condições reais. A Orion seguirá uma trajetória de alta órbita lunar, permitindo avaliar comunicações em diferentes ângulos, desempenho de propulsão e interação com o ambiente de radiação no espaço profundo.

O interesse não se limita aos aspectos técnicos, pois a missão simboliza a retomada da exploração tripulada do espaço profundo após anos de foco na Estação Espacial Internacional. Para o público brasileiro, transmissões em português, lives com especialistas e atualizações em tempo real ajudam a transformar o lançamento em um evento multiplataforma.
Como acompanhar a missão Artemis II e transmissões no Brasil
Mesmo no dia 06/02/2026, sem decolagem, a missão Artemis II permaneceu presente em canais oficiais e independentes. A NASA manteve câmeras ao vivo apontadas para a plataforma no Centro Espacial Kennedy e divulgou boletins de status entre o fim da manhã e o meio da tarde, com atualizações sobre reparos, testes de pressurização e definição da nova data de lançamento em março.
No Brasil, há diversas formas práticas de seguir cada etapa da missão e não perder nenhum anúncio importante da agência americana:
- Plataforma de streaming da NASA (plus.nasa.gov), com transmissões oficiais em inglês.
- Canal da NASA no YouTube, com lives de status, coletivas de imprensa e explicações técnicas.
- Canais em português, como portais de tecnologia e astronomia, que costumam iniciar coberturas ao vivo à noite, por volta das 21h, em dias de grandes eventos espaciais.
Selecionamos o vídeo do canal SpaceToday que faz sucesso no YouTube com seus vídeos:
O que observar no céu em fevereiro de 2026 e como aproveitar esse momento
O período em torno de 06/02/2026 também foi marcado por alertas de tempestade solar, com erupções de classe X alcançando a Terra entre 5 e 6 de fevereiro, capazes de gerar pequenas interferências em GPS, rádio e internet. Além disso, fevereiro traz um eclipse solar anular em 17/02 e um alinhamento de seis planetas em 28/02, abrindo um cardápio raro de fenômenos para quem gosta de observar o céu.
Mesmo com o adiamento do lançamento da Artemis II para março, o início do ano segue intenso para entusiastas do espaço e curiosos em geral. Aproveite para se programar agora, ativar notificações nos canais oficiais, organizar observações do eclipse e do alinhamento planetário e não deixar para depois: este é o momento de viver de perto uma nova era da exploração lunar.



