O infarto silencioso é uma ameaça perigosa porque acontece sem os sinais clássicos que a maioria das pessoas conhece. Muitas vezes, o coração sofre um dano severo e a pessoa confunde o mal-estar com um simples cansaço ou má digestão passageira.
Quais são as diferenças entre o infarto típico e o silencioso?
Manter a disciplina com os exames de rotina é o que separa um susto de uma complicação fatal para a sua saúde. No vídeo a seguir, do canal Dr Alberto Ivo Cardiologista, é explicado como identificar o infarto silencioso para fortalecer o organismo e proteger seu coração.
No infarto clássico, a dor no peito é intensa, em aperto, e costuma irradiar para o braço esquerdo ou mandíbula. Já na versão silenciosa, os sintomas são leves ou atípicos, o que faz com que o paciente ignore o problema e perca tempo precioso de atendimento médico.
A falta de sinais óbvios não significa que o evento seja menos grave. O dano ao músculo cardíaco ocorre da mesma forma, deixando cicatrizes que podem evoluir para uma insuficiência cardíaca grave se não forem tratadas rapidamente com acompanhamento especializado.
Quais sinais estranhos podem indicar um problema no coração?
Existem alertas que o corpo envia e que vão muito além do tórax. Sentir um cansaço inexplicável, mesmo após uma boa noite de sono, ou apresentar uma sudorese excessiva sem estar no calor, ou fazendo esforço, são motivos reais para ligar o sinal de alerta.
Fique atento a estes sintomas que costumam ser ignorados:
- Dores atípicas: desconforto no pescoço, ouvidos ou região das costas.
- Problemas gástricos: sensação de queimação ou peso no estômago que não passa.
- Tontura ou desmaio: sinal de que o fluxo de sangue para o cérebro falhou.
- Pressão discreta: uma angústia ou peso leve no meio do peito.
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Quem faz parte do grupo de maior risco para o infarto silencioso?
Algumas condições de saúde alteram como o corpo percebe a dor, mascarando o infarto. Os diabéticos são os mais vulneráveis, pois o excesso de açúcar no sangue danifica os nervos que levam o sinal de dor ao cérebro, tornando o evento quase imperceptível.
Veja quem precisa redobrar a atenção com os exames de rotina:
| Grupo de Risco | Motivo da Vulnerabilidade | Frequência de Check-up |
|---|---|---|
| Diabéticos | Neuropatia (redução da sensibilidade à dor) | Semestral |
| Mulheres | Sintomas mais sutis e hormonais | Anual |
| Idosos | Degeneração natural da percepção sensorial | Semestral |
| Transplantados | Perda de inervação do novo coração | Rigorosa |
Quais exames conseguem detectar um infarto que já passou?

Se você suspeita que teve um evento cardíaco, o eletrocardiograma é o primeiro passo para buscar cicatrizes elétricas no músculo. Outros exames como o ecocardiograma e a ressonância magnética ajudam a identificar áreas do coração que pararam de bater corretamente por falta de irrigação sanguínea.
Em casos mais complexos, o médico pode solicitar o cateterismo para avaliar diretamente se as artérias coronárias estão obstruídas. O diagnóstico tardio ainda é melhor do que nenhum, pois permite iniciar o uso de remédios preventivos contra arritmias e morte súbita.
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Como prevenir um evento cardíaco de forma eficiente?
A base da prevenção está no controle rigoroso da pressão arterial e da glicemia. Manter o peso sob controle, com um IMC abaixo de 25, e abandonar hábitos nocivos como o fumo são os pilares para garantir que suas artérias permaneçam limpas e saudáveis ao longo dos anos.
Não ignore pequenos desconfortos e mantenha suas consultas com o cardiologista em dia, especialmente se houver histórico familiar de doenças do coração. A disciplina com a saúde é o que separa um susto de uma complicação fatal, garantindo mais anos de vida com autonomia e segurança.




