A qualidade do ar costuma ser associada a fumaça visível ou a grandes centros urbanos. No entanto, em 2026, o ar que parece limpo pode conter partículas e gases invisíveis que penetram facilmente em casas, escolas, escritórios e meios de transporte. Essa combinação de poluentes afeta a saúde imediata e aumenta o risco de doenças ao longo dos anos, com impacto especial em grupos mais sensíveis da população.
O que está por trás da poluição do ar em 2026
A poluição do ar em 2026 não é provocada por uma única fonte. Em áreas urbanas, o tráfego de veículos continua sendo um dos principais responsáveis por PM2.5 e NO2, especialmente em avenidas movimentadas, túneis e cruzamentos congestionados.
Em paralelo, a queima de combustíveis sólidos, como lenha e carvão em fogões e aquecedores domésticos, mantém níveis elevados de partículas finas em alguns bairros. A formação de ozônio troposférico se intensifica em períodos de calor e céu aberto, enquanto produtos de limpeza e solventes liberam VOCs em ambientes internos pouco ventilados.

Quais são os principais riscos da poluição do ar para a saúde
A poluição do ar está ligada a uma ampla gama de efeitos sobre o organismo. Exposições de curto prazo podem causar irritação nos olhos, nariz e garganta, tosse, sensação de aperto no peito e piora de doenças respiratórias pré-existentes, como asma e doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC).
Quando o contato com PM2.5, NO2, O3 e VOCs se mantém por anos, aumentam o risco de doença cardíaca isquêmica, acidente vascular cerebral, agravamento de bronquite crônica e internações por causas respiratórias. Crianças podem desenvolver capacidade pulmonar reduzida, e entre idosos cresce a mortalidade por causas cardiovasculares e respiratórias.
- Crianças: respiram mais ar em relação ao peso corporal e costumam ficar próximas ao nível dos escapamentos em carrinhos e playgrounds.
- Idosos: geralmente apresentam doenças crônicas que tornam o organismo mais vulnerável a picos de poluição.
- Pessoas com asma, DPOC ou doenças cardíacas: podem ter crises ou descompensações em dias de pior qualidade do ar.
- Gestantes: a exposição elevada está associada a maior risco de baixo peso ao nascer e outras complicações.
- Trabalhadores ao ar livre: passam muitas horas próximos a vias de tráfego intenso, obras e fontes de poeira.
Por que a poluição do ar dentro de casa também preocupa
Grande parte do tempo diário é passada em ambientes fechados, o que torna a qualidade do ar interno um fator decisivo. Cozinhar em fogões a gás sem exaustão adequada pode elevar bastante os níveis de NO2 e partículas finas em cozinhas e cômodos vizinhos.
Umidade e mofo em paredes com infiltração, janelas embaçadas e cheiros de bolor favorecem o crescimento de fungos, cujos esporos agravam rinite e outras doenças respiratórias. Em imóveis muito vedados, a falta de renovação do ar facilita o acúmulo de CO2, VOCs e partículas, tornando salas de aula, escritórios, quartos e cozinhas ambientes críticos. Selecionamos um vídeo que também mostra um pouco mais sobre a poluição do ar em casa, publicado pelo RFI Brasil que conta com mais de 43 mil inscritos.
- Identificar fontes internas de fumaça e odores fortes.
- Verificar se o exaustor de cozinha realmente joga o ar para fora do imóvel.
- Observar sinais de umidade persistente e presença de mofo.
- Manter rotinas de limpeza que reduzam poeira, sem exagero de produtos perfumados.
Como reduzir a exposição diária à poluição do ar
Embora não seja possível controlar completamente o ambiente externo, algumas medidas práticas ajudam a diminuir a exposição à poluição do ar. Acompanhar boletins de qualidade do ar e ajustar atividades físicas para horários com níveis mais baixos de poluentes reduz o impacto diário.
Em trajetos a pé ou de bicicleta, optar por ruas menos movimentadas reduz a inalação de poluentes, mesmo com percursos mais longos. Dentro de veículos, manter vidros fechados em trânsito pesado, usar recirculação do ar e trocar filtros de cabine com regularidade diminui a entrada de partículas, enquanto purificadores com filtro HEPA em casas auxiliam na remoção de material particulado.
A poluição do ar em 2026 se distribui entre ruas, cozinhas, escritórios e meios de transporte, afetando grupos de forma diferente conforme idade, condição de saúde e rotina. Ao combinar informações sobre a qualidade do ar com ajustes simples no dia a dia, torna-se possível diminuir a carga de poluentes inalada ao longo do tempo e potencializar o efeito de políticas públicas de transporte, energia e habitação, criando cidades mais saudáveis para todas as gerações.




