O Senado analisa mudanças no Pé-de-Meia que reajustam valores pela inflação, ampliam públicos como EJA e CadÚnico e fortalecem bônus. O saldo final pode ultrapassar R$ 13 mil ao fim do Ensino Médio.
O Pé-de-Meia virou um dos programas mais comentados do Brasil em 2026 ao funcionar como uma poupança educacional que incentiva jovens a permanecerem no Ensino Médio. Agora, o Senado analisa mudanças que podem elevar valores, ampliar o público atendido e reforçar o impacto social do benefício.
O que o Senado discute sobre o aumento do Pé-de-Meia em 2026?
O Senado avalia ajustes no programa Pé-de-Meia para corrigir valores pela inflação e fortalecer o bônus de conclusão. A proposta busca tornar o incentivo mais atrativo frente ao trabalho informal, garantindo que o aluno tenha um suporte financeiro real durante todo o Ensino Médio.
Outro ponto central é elevar o valor total acumulado ao final dos três anos. Com os novos números em debate, o montante pode ultrapassar R$ 10 mil, criando uma reserva inicial para estudos superiores, qualificação profissional ou pequenos projetos pessoais após a formatura.

Quem pode receber mais com as mudanças em análise?
A ampliação do benefício foca grupos que antes tinham acesso limitado ou regras pouco claras. O objetivo é tornar o incentivo educacional mais justo e abrangente, incluindo estudantes de baixa renda em diferentes situações, conforme os pontos listados a seguir.
- Estudantes da EJA: inclusão de quem retomou os estudos com direito ao incentivo completo.
- Famílias no CadÚnico: ampliação para estudantes de baixa renda, mesmo sem Bolsa Família.
- Bônus por mérito: valores maiores para alunos com notas acima da média no SAEB.
Como funciona hoje e o que pode mudar nos valores?
Atualmente, o pagamento do Pé-de-Meia combina repasses mensais com uma parcela retida como poupança. O estudante recebe valores por matrícula, frequência e participação no ENEM, enquanto o bônus de conclusão só pode ser sacado após aprovação no ano.
Com a proposta em debate, cada etapa teria valores reajustados. A matrícula subiria, as parcelas mensais ficariam maiores e o prêmio de conclusão ganharia mais peso, aumentando significativamente o total anual recebido e o saldo acumulado ao fim do Ensino Médio.

Quanto o aluno pode acumular ao final dos três anos?
O diferencial do programa é unir apoio imediato e poupança escolar. Parte do dinheiro ajuda nas despesas do dia a dia, enquanto outra parte fica guardada. Esse modelo reduz a evasão e cria um compromisso financeiro ligado ao desempenho escolar.
Se os valores máximos forem aprovados, o saldo final pode ultrapassar R$ 13 mil ao fim dos três anos, considerando correções da poupança da Caixa. Para muitos jovens, isso representa o maior capital já acumulado antes da vida adulta.
Quais regras precisam ser seguidas para não perder o benefício?
Mesmo com aumento, o programa mantém regras rígidas de permanência. A fiscalização é automática e exige atenção do estudante e da família, especialmente aos critérios práticos que garantem o recebimento integral do benefício, como você vê abaixo.
- Frequência mínima de 80%: faltas acima do limite bloqueiam a parcela mensal.
- Aprovação no ano letivo: requisito para liberar o valor da conclusão.
- Participação no ENEM: presença nos dois dias garante o bônus final.
Com valores maiores e regras claras, o Pé-de-Meia tenta tornar a permanência na escola uma escolha financeiramente inteligente, criando um incentivo concreto para que o jovem conclua os estudos e inicie a vida adulta com mais oportunidades.




