O cenário climático do início de fevereiro de 2026 chama atenção pela atuação de um ciclone extratropical no oceano, somado a frentes frias e corredores de umidade que deixam boa parte do Brasil em alerta para temporais, ventos fortes, transtornos em serviços essenciais e risco de deslizamentos em áreas já encharcadas, exigindo monitoramento constante de órgãos de meteorologia e defesa civil.
O que é um ciclone extratropical e como ele se forma
O ciclone extratropical é um sistema de baixa pressão típico de latitudes médias, associado a frentes frias e massas de ar com temperaturas contrastantes. Diferente dos ciclones tropicais, costuma nascer em áreas com forte choque térmico entre ar frio e quente, o que gera grande instabilidade atmosférica.
No Sul e Sudeste do Brasil, um ciclone extratropical no oceano intensifica nuvens carregadas, chuvas fortes, rajadas de vento e queda de temperatura em faixas amplas. Em 30 de janeiro de 2026, o sistema já causava ressaca marítima, alagamentos pontuais em áreas litorâneas e preocupação com a possível formação de um segundo ciclone no início de fevereiro.

Como o ciclone extratropical impacta as regiões brasileiras
Os efeitos do ciclone extratropical variam por região, mas se repetem em forma de chuva intensa, ventos fortes e risco de transtornos urbanos. Capitais como São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Vitória enfrentam temporais, trovoadas e alta umidade, com enxurradas rápidas e chance de transbordamento de córregos.
No Sul, cidades como Curitiba, Florianópolis e Porto Alegre sentem diretamente a circulação associada ao sistema no oceano, com calor úmido de verão favorecendo temporais isolados à tarde e à noite. Em Porto Alegre, máximas em torno de 31 ºC, combinadas à umidade elevada, exigem atenção para rajadas de vento, quedas de galhos e danos em estruturas frágeis.
- Sudeste – temporais severos, muitas nuvens e trovoadas em várias capitais.
- Sul – risco de chuvas fortes localizadas e ventos associados ao ciclone no oceano.
- Nordeste – reforço das chuvas na faixa norte e leste por outros sistemas atmosféricos.
- Centro-Oeste e Norte – calor de verão combinado a pancadas diárias de chuva.
| Capital | Temperatura mínima/máxima (média estimada) |
Alerta INMET principal | Tendência do tempo (01/02 a 06/02) |
|---|---|---|---|
| São Paulo | 18°C / 26°C | 🟠 Laranja (perigo) | Chuvas intensas, ventos fortes e queda de granizo. |
| Rio de Janeiro | 22°C / 30°C | 🟠 Laranja (perigo) | Temporais frequentes e risco de alagamentos. |
| Belo Horizonte | 19°C / 27°C | 🟠 Laranja (perigo) | Chuva volumosa e persistente (ZCAS). |
| Vitória | 22°C / 33°C | 🟡 Amarelo (atenção) | Pancadas de chuva e trovoadas isoladas. |
| Porto Alegre | 20°C / 31°C | 🟡 Amarelo (atenção) | Ventos do quadrante sul, sob efeito de ciclone extratropical. |
| Curitiba | 16°C / 25°C | 🟠 Laranja (perigo) | Chuvas fortes no início da semana e queda de temperatura. |
| Brasília | 18°C / 26°C | 🟠 Laranja (perigo) | Períodos de chuva a qualquer hora do dia. |
| Salvador | 24°C / 31°C | 🟡 Amarelo (atenção) | Chuvas passageiras no litoral. |
| Fortaleza | 25°C / 32°C | 🟡 Amarelo (atenção) | Umidade elevada e risco de chuvas acima da média. |
| Manaus | 24°C / 33°C | 🟡 Amarelo (atenção) | Pancadas de chuva típicas de verão, calor e abafamento. |
🟠 Alerta laranja (perigo): risco de chuvas entre 30 e 60 mm/h ou 50 a 100 mm/dia, ventos intensos (60 a 100 km/h) e possibilidade de granizo, com risco de alagamentos e cortes de energia.
🟡 Alerta amarelo (atenção): chuva de até 50 mm/dia e ventos de até 60 km/h, com baixo risco de danos mais severos.
Quais fenômenos se somam ao ciclone extratropical neste período
Além do ciclone extratropical, outros sistemas atuam em conjunto, ampliando o cenário de instabilidade. A Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS) pode se organizar como um corredor de umidade da Amazônia ao Sudeste, mantendo nuvens de chuva quase estacionárias por dias, com acumulados elevados.
No Nordeste, a Zona de Convergência Intertropical (ZCIT) intensifica a chuva na faixa norte e leste, com cidades como Fortaleza, São Luís e Salvador registrando episódios acima da média. No Centro-Oeste e no Norte, o padrão é de forte calor, máximas próximas de 33 ºC em Cuiabá e Campo Grande, e temporais de fim de tarde em capitais como Manaus e Belém.
Quais cuidados adotar em períodos com ciclone extratropical
Com o solo encharcado após as chuvas de janeiro de 2026, órgãos oficiais reforçam orientações de segurança para reduzir riscos. A principal é acompanhar avisos do Inmet e das defesas civis, que indicam níveis de perigo para chuva volumosa, ventos fortes e granizo.

Além de monitorar alertas, a população deve rever rotinas de deslocamento e evitar exposições desnecessárias em dias de temporais. Em áreas vulneráveis, escolas e serviços podem adotar atividades remotas ou horários reduzidos para diminuir a circulação durante eventos extremos.
- Acompanhar boletins diários em canais oficiais, como o site e o app do Inmet.
- Observar alertas de SMS e aplicativos de defesa civil do estado ou município.
- Evitar atravessar ruas alagadas, sobretudo com água acima da metade da roda do veículo.
- Procurar abrigo seguro diante de ventos fortes, descargas elétricas e queda de galhos.
- Informar rapidamente às autoridades sinais de rachaduras, deslizamentos ou instabilidade em encostas.
Por que este início de fevereiro exige atenção redobrada
A combinação de ciclone extratropical, frentes frias e zonas de convergência torna o início de fevereiro de 2026 um período crítico, com potencial para enchentes, deslizamentos e danos urbanos em várias regiões. Em estados como Minas Gerais e em áreas metropolitanas do Sul e Sudeste, qualquer nova chuva intensa encontra o solo já saturado, aumentando a gravidade dos impactos.
Diante desse cenário, adotar uma postura ativa é urgente: acompanhe previsões oficiais várias vezes ao dia, planeje deslocamentos com antecedência, revise estruturas vulneráveis em casa e no trabalho e combine rotas de fuga com família e vizinhos. Cada decisão preventiva tomada agora pode representar segurança, preservação de vidas e menos perdas quando o próximo temporal chegar.




