Em 2026, o CTB passou a punir o rubbernecking. Motoristas devem mudar de faixa ou reduzir corretamente perto de acidentes; diminuir por curiosidade gera infração grave ou gravíssima, multa, pontos na CNH e pode levar à suspensão.
A prática da espiadinha em acidentes, conhecida como rubbernecking, passou a ser tratada como infração grave no Brasil. Em 2026, o Código de Trânsito Brasileiro incorporou novas regras que punem quem reduz a velocidade por curiosidade e coloca vidas em risco.
O que é rubbernecking e por que virou alvo da lei?
O rubbernecking ocorre quando o motorista diminui sem justificativa apenas para observar acidentes ou atendimentos na via. Segundo técnicos do CONTRAN, essa conduta provoca o efeito funil, aumentando colisões traseiras e expondo socorristas a riscos desnecessários.
A base legal está no Projeto de Lei nº 1303/2022, integrado ao CTB em 2026. Inspirada na Move Over Law internacional, a norma prioriza a segurança de policiais, bombeiros e equipes médicas em atuação no acostamento.

Quais condutas o motorista é obrigado a adotar?
Ao identificar viaturas com giroflex acionado ou atendimento emergencial, o condutor deve seguir protocolos claros definidos pelo CTB atualizado. Essas medidas visam manter o fluxo e criar um corredor seguro, conforme as obrigações listadas a seguir.
- Mudar de faixa: sair da faixa adjacente ao atendimento sempre que houver espaço seguro.
- Reduzir a velocidade: diminuir cerca de 20 km/h abaixo do limite quando a troca não for possível.
- Evitar retenção: manter o fluxo normal e jamais reduzir apenas para observar ou filmar.
Quais multas e penalidades se aplicam em 2026?
As punições foram endurecidas e variam conforme a gravidade da conduta. O CTB classifica as infrações como graves ou gravíssimas, com impacto direto na pontuação da CNH e no valor financeiro da penalidade.
Especialistas em segurança viária alertam que, se a redução injustificada provocar engavetamentos, o condutor pode responder por direção perigosa, infração que pode levar à suspensão do direito de dirigir.
| Infração | Gravidade | Pontos | Valor |
|---|---|---|---|
| Não mudar de faixa | Grave | 5 | R$ 195,23 |
| Reduzir para olhar | Grave | 5 | R$ 195,23 |
| Obstruir socorro | Gravíssima | 7 | R$ 293,47 |
| Filmar com celular | Gravíssima | 7 | R$ 293,47 |
Por que reduzir corretamente salva vidas?
A lei tem base científica. Segundo engenheiros de tráfego, a energia do impacto cresce com o quadrado da velocidade. Reduzir de 100 km/h para 50 km/h diminui drasticamente a força de uma colisão.
Na prática, isso protege quem está no asfalto. O corredor de segurança reduz acidentes secundários e aumenta as chances de sobrevivência de socorristas, objetivo central das mudanças incorporadas ao CTB.

Como funciona a fiscalização contra curiosos em 2026?
A fiscalização passou a usar tecnologia avançada. Concessionárias e órgãos públicos adotaram sistemas automáticos para identificar o motorista curioso, ampliando o alcance das autuações, conforme os recursos a seguir.
- Drones de monitoramento: identificam placas que causam lentidão proposital.
- Radares inteligentes: detectam quedas bruscas de velocidade sem obstrução real.
- Câmeras OCR: registram o uso do celular durante a passagem pelo acidente.
Com regras claras, fiscalização tecnológica e penalidades severas, o recado é direto: curiosidade não justifica risco. Em 2026, respeitar o fluxo e proteger quem presta socorro deixou de ser opção e passou a ser obrigação legal no trânsito brasileiro.



