Erva-doce, cúrcuma e alho possuem compostos que modulam inflamações e auxiliam a digestão. Quando usados como temperos em uma dieta equilibrada, ajudam a reduzir dores e protegem o sistema cardiovascular.
Imagine chegar ao fim do dia com menos dores, digestão mais leve e sensação de bem-estar, apenas com pequenas mudanças na cozinha. Em meio a tantas queixas de dores articulares, desconforto intestinal e inflamações que vão e voltam, muita gente tem olhado com mais carinho para opções naturais como erva-doce, cúrcuma e alho.
O que torna erva-doce, cúrcuma e alho plantas tão citadas contra inflamações
Quando falamos em plantas anti-inflamatórias, pensamos em alimentos que ajudam o corpo a lidar melhor com processos inflamatórios, principalmente os de baixo grau, que causam incômodos constantes. Na erva-doce, o destaque é o anetol; na cúrcuma, a curcumina; e no alho, a alicina e outros compostos sulfurados que atuam na circulação e na resposta inflamatória.
Esses componentes podem ajudar a modular substâncias ligadas à inflamação crônica, presente em dores articulares, problemas digestivos e algumas doenças metabólicas. Mesmo que a ciência ainda não tenha um consenso sobre doses exatas, há uma relação consistente entre o uso moderado dessas plantas e um padrão alimentar mais protetor para o organismo, especialmente quando combinado com outros hábitos saudáveis como sono adequado e prática regular de atividade física.
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Como a erva-doce pode ajudar na digestão e na inflamação leve
A erva-doce é muito lembrada no formato de chá, mas também aparece em sementes usadas em pães, receitas doces e pratos salgados. Seu aroma suave e adocicado vem de óleos essenciais que podem ter efeito antiespasmódico e anti-inflamatório leve, o que explica a fama de aliviar gases, cólicas e desconfortos digestivos moderados.
Além de poder ajudar em cólicas intestinais leves e na digestão após refeições mais pesadas, a erva-doce tem ação antioxidante, graças aos compostos fenólicos presentes em suas sementes. Em uso contínuo ou para quem tem alergia a plantas da família Apiaceae (como salsão e cenoura), é importante conversar com um profissional de saúde antes de consumir em grandes quantidades, sobretudo se houver histórico de alergias ou uso de medicações específicas.
Como usar a cúrcuma no dia a dia para aproveitar seu potencial anti-inflamatório
A cúrcuma, também conhecida como açafrão-da-terra, ganhou espaço por causa da curcumina, substância bastante estudada por seus possíveis efeitos sobre dores articulares, inflamações sistêmicas e doenças crônicas. Um ponto importante é que a curcumina é pouco absorvida quando consumida isolada, motivo pelo qual costuma ser combinada com pimenta-preta, que contém piperina.
No cotidiano, a cúrcuma pode ser usada como tempero em arroz, legumes, sopas e caldos, em bebidas como o “golden milk” e, em alguns casos, em cápsulas orientadas por profissionais. Pessoas com problemas no fígado, que usam anticoagulantes ou estão grávidas devem ter cuidado com suplementos concentrados, priorizando o uso culinário e doses moderadas, sempre observando possíveis sinais de intolerância ou desconforto.
O alho é mesmo uma planta natural com efeito anti-inflamatório
O alho é presença quase obrigatória na cozinha brasileira e também aparece em muitas pesquisas sobre plantas anti-inflamatórias. Quando é picado ou amassado, forma-se a alicina, substância ligada a possíveis benefícios na inflamação, no colesterol e na pressão arterial, especialmente quando o consumo é regular e inserido em uma dieta equilibrada.
Estudos sugerem que o alho pode contribuir para a redução de alguns marcadores inflamatórios, apoiar a saúde cardiovascular e apresentar ação antimicrobiana em testes laboratoriais. Porém, em grandes quantidades, principalmente cru, pode causar queimação ou incômodo no estômago e interferir na coagulação, exigindo cuidado em pessoas que usam anticoagulantes ou vão passar por cirurgias, devendo sempre informar o médico sobre seu padrão de consumo de alho.
Para você que gosta de aprofundar, separamos um vídeo do canal Autor da Própria Saúde com dicas de consumo e uma lista de plantas anti-inflamatórias:
Como combinar erva-doce, cúrcuma e alho de forma prática e segura
Usar essas plantas no dia a dia costuma ser mais eficiente quando elas entram naturalmente nas refeições, em vez de apostar em grandes quantidades de apenas uma delas. A ideia é montar um padrão alimentar variado, colorido e rico em frutas, verduras, grãos integrais e temperos frescos, para somar efeitos antioxidantes e anti-inflamatórios.
Algumas formas simples de incluir essas plantas na rotina podem inspirar mudanças graduais e sustentáveis:
- Temperar legumes, feijão, carnes ou proteínas vegetais com alho e cúrcuma.
- Preparar chá de erva-doce após refeições mais pesadas ou em momentos de desconforto leve.
- Combinar essas plantas com alimentos naturais, evitando ultraprocessados ricos em açúcar, gordura e sal.




