Cientistas russos desenvolveram asfalto com PET reciclado que aumenta a resistência térmica e estrutural. Testes indicam até 23% mais durabilidade e melhor aderência, reduzindo manutenção e reaproveitando grandes volumes de plástico descartado.
Cientistas russos apresentaram em 2026 um asfalto com PET reciclado capaz de resistir melhor ao frio e ao calor extremos. A tecnologia transforma lixo plástico em pavimento mais durável, unindo sustentabilidade e desempenho estrutural em um único avanço.
Por que o asfalto com PET está chamando tanta atenção?
Desenvolvido por pesquisadores da Universidade Politécnica de Perm, o novo composto usa polímeros de garrafas PET recicladas para reforçar o betume. Os testes indicam aumento relevante na durabilidade do pavimento, reduzindo deformações comuns em climas extremos.
Segundo o estudo, o material apresenta 23% mais resistência à fadiga e até 20% mais aderência em relação ao asfalto tradicional. Esses números colocam a solução como alternativa real para estradas mais seguras e com menor custo de manutenção.

Como o PET reciclado melhora o desempenho do asfalto?
Os cientistas explicam que o ganho estrutural vem de uma modificação química controlada, na qual o plástico atua como reforço do ligante. Entre os principais efeitos observados no novo asfalto estão os que você vê a seguir.
- Aderência: o PET tratado melhora a ligação entre betume e agregados minerais.
- Elasticidade: o polímero permite dilatação e contração sem gerar trincas.
- Resistência térmica: o ponto de amolecimento sobe e evita deformações.
Quais são os ganhos técnicos em relação ao asfalto comum?
Em laboratório, o asfalto modificado demonstrou melhor comportamento em ciclos de gelo e calor intenso. A memória elástica do polímero reduz o surgimento de rachaduras e das chamadas “panelas”, um problema recorrente em rodovias tradicionais.
Os pesquisadores da engenharia de materiais destacam ainda a melhoria no coeficiente de atrito, fator essencial para segurança em dias chuvosos. Esse ganho de aderência reduz riscos de derrapagem e amplia a vida útil da pavimentação.

Por que essa tecnologia é vista como solução ambiental?
Além do desempenho, o projeto resolve um gargalo ambiental ao usar grandes volumes de plástico descartado. Entre os impactos positivos mais citados pelos cientistas russos estão os pontos práticos listados a seguir.
- Redução de resíduos: cada quilômetro consome milhares de garrafas PET.
- Economia circular: o lixo vira insumo de infraestrutura duradoura.
- Menos manutenção: estradas duráveis reduzem obras e emissões futuras.
Quais desafios ainda limitam o asfalto eterno?
Apesar dos resultados, os pesquisadores alertam que a triagem do PET é crucial para o sucesso da tecnologia. O plástico precisa ser limpo e processado corretamente para garantir desempenho consistente na mistura asfáltica.
Países com sistemas avançados de reciclagem saem na frente na adoção da inovação. Ainda assim, os cientistas da Universidade Politécnica de Perm defendem que, em 2026, investir nesse modelo é mais eficiente do que seguir pavimentando estradas descartáveis.




