Deixar o ferro na tomada mantém componentes energizados e não elimina riscos. Falhas de termostato, stand-by ativo e oscilações elétricas causam superaquecimento e incêndios; Bombeiros e Inmetro recomendam retirar da tomada após o uso.
Com sensores inteligentes cada vez mais comuns, muita gente acredita que deixar o ferro de passar na tomada é seguro. Porém, relatos técnicos mostram que o modo stand-by não elimina riscos elétricos e térmicos, especialmente em aparelhos de alta potência usados diariamente.
Por que confiar no stand-by do ferro pode ser perigoso?
Mesmo modelos modernos mantêm componentes energizados enquanto estão conectados à tomada. Isso significa que falhas internas, variações da rede elétrica ou desgaste natural podem gerar superaquecimento silencioso, sem qualquer aviso visível para quem está no ambiente.
Relatórios técnicos do Corpo de Bombeiros e análises do Inmetro apontam que a maioria dos incêndios domésticos com ferros ocorre fora do uso ativo, justamente quando o aparelho estava parado, mas ainda ligado à rede elétrica.

Quais riscos continuam existindo com o ferro na tomada?
Mesmo com desligamento automático, o ferro permanece exposto a falhas elétricas e mecânicas que não dependem da ação humana. Os principais riscos técnicos envolvidos nesse cenário são apresentados a seguir.
- Falha do termostato: defeitos ou surtos elétricos podem travar o controle de temperatura.
- Energia em stand-by: placas energizadas facilitam curtos-circuitos ao longo do tempo.
- Contato com materiais inflamáveis: tecidos e espumas podem inflamar com calor excessivo.
Como a falha do termostato pode causar incêndios?
O termostato é responsável por ligar e desligar a resistência do ferro. Quando ele falha ou “cola”, a resistência continua aquecendo sem controle, podendo atingir temperaturas capazes de iniciar combustão em tecidos, madeira ou plástico próximos.
Oscilações na rede elétrica, comuns em áreas urbanas, aumentam esse risco. Um simples pico de tensão pode danificar o componente e gerar aquecimento contínuo, mesmo com o ferro aparentemente desligado ou apoiado na posição vertical.

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O que dizem as normas de segurança sobre esse uso?
A legislação brasileira reconhece o risco e impõe limites claros ao uso desses aparelhos. As regras abaixo ajudam a entender por que tirar da tomada é a única opção realmente segura.
- Portaria Inmetro nº 148/2022: exige dispositivos de proteção, mas alerta que deixar o ferro sem supervisão anula a segurança prevista.
- Código de Defesa do Consumidor Art. 8º e 9º da Lei nº 8.078/1990: determina que riscos normais devem ser informados claramente no manual.
- Orientações dos Bombeiros: recomendam desconectar o ferro da tomada imediatamente após o uso.
Qual é o hábito mais seguro para evitar acidentes em 2026?
Especialistas em segurança residencial são unânimes ao afirmar que nenhum sensor substitui o desligamento físico da tomada. Esse simples gesto elimina falhas elétricas, evita curtos-circuitos e reduz drasticamente o risco de incêndios domésticos.
Criar o hábito de retirar o plugue, aguardar o resfriamento total e guardar o ferro em local ventilado protege não apenas o imóvel, mas também a história e a tranquilidade de quem vive nele.




