No calor do verão, é comum que muitos busquem alívio em praias, piscinas e cachoeiras. No entanto, essa busca por diversão pode se transformar em tragédia quando se trata do mergulho em água rasa. Essa prática é frequentemente subestimada quanto aos seus riscos, representando um grave perigo para os veranistas.
De acordo com a Sociedade Brasileira de Coluna (SBC), o mergulho em água rasa é uma significativa causa de lesões medulares no Brasil. Durante o verão, esse tipo de acidente torna-se ainda mais comum, ficando apenas atrás dos acidentes automobilísticos. A imprudência e a falta de conhecimento sobre os riscos envolvidos são fatores que agravam a situação.
Quais são os riscos do mergulho em água rasa?
De acordo com especialistas como o Dr. Rodrigo Góes, o mergulho em água rasa pode resultar em sérias lesões. As consequências incluem desde fraturas cervicais até danos na medula espinhal, podendo levar à paralisia permanente dos membros superiores e inferiores. Em condições severas, a vítima pode perder totalmente a mobilidade ou mesmo a capacidade de respirar sem auxílio.
O principal problema ocorre quando a cabeça ou pescoço impactam o fundo da água, resultando em danos catastróficos à coluna cervical. Este impacto é especialmente perigoso porque a região cervical da coluna é altamente vulnerável, com potencial para sofrer lesões irreversíveis em questão de segundos.

Por que os jovens são os mais afetados?
Observa-se que adolescentes e jovens adultos são mais propensos a esses acidentes. Esse grupo muitas vezes ignora os perigos potenciais, subestima a profundidade da água e pode agir sob a influência de álcool, aumentando significativamente os riscos de acidentes. Ambientes naturais, como rios e lagos, apresentam riscos adicionais devido à possibilidade de variação no nível da água e à presença de obstáculos submersos.
Os jovens tendem a ser mais impulsivos e por vezes desatentos às sinalizações de perigo. Isso, somado à prática frequente de esportes e atividades aquáticas sem supervisão adequada, aumenta consideravelmente as estatísticas de acidentes no verão.
Como prevenir acidentes durante o mergulho?
Prevenir acidentes de mergulho em ambientes aquáticos envolve algumas medidas simples, mas eficazes. A mais primordial delas é evitar mergulhar de cabeça em locais desconhecidos ou com profundidade incerta. A orientação é sempre entrar na água com os pés primeiro e verificar a profundidade com atenção antes de qualquer mergulho.
Outras práticas preventivas incluem respeitar as placas de sinalização e não mergulhar sob efeito de álcool ou outras substâncias que possam comprometer o julgamento e os reflexos. Essas medidas são essenciais para garantir que o momento de lazer não se transforme em uma tragédia pessoal e familiar.
O papel da conscientização na prevenção de acidentes
A educação e a conscientização são chaves para reduzir o número de acidentes relacionados ao mergulho em água rasa. Campanhas de informação podem ajudar a disseminar o conhecimento sobre os perigos associados a essa prática, especialmente entre o público jovem.
A promoção de uma cultura de segurança nas atividades aquáticas deve ser encorajada desde cedo, criando hábitos seguros que prevaleçam em qualquer faixa etária. Essa conscientização pode ser a diferença crucial entre lazer seguro e uma experiência potencialmente devastadora.
No fim das contas, o verão pode continuar a ser um período de diversão e descanso, desde que se tomem medidas preventivas adequadas e se mantenha sempre presente a consciência dos riscos envolvidos.
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Dra. Anna Luísa Barbosa Fernandes
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