A preocupação com a qualidade da água tratada em casa ganhou força nos últimos anos e passou a fazer parte da rotina de muitas famílias brasileiras. Entre lembranças de copos servidos em filtros de barro e a presença cada vez maior de purificadores elétricos nas cozinhas, o morador se depara com uma dúvida prática: qual sistema de filtragem realmente entrega água adequada ao consumo diário e como escolher a melhor solução para segurança, sabor e conforto?
Filtro de barro ainda é uma boa opção para filtrar água
No vídeo do canal @Dr. Roberto Yano, você compara filtro de barro, filtros de torneira e purificadores modernos para entender qual solução faz mais sentido para a qualidade da água e a rotina da sua casa.
O filtro de barro continua presente em muitas casas pela combinação de simplicidade, baixo custo e boa eficiência básica. Sua estrutura de cerâmica porosa, somada às velas filtrantes internas, promove uma filtragem lenta em gotejamento, que ajuda a reter partículas sólidas e reduzir cloro, melhorando gosto e cheiro da água.
O resfriamento natural é outro diferencial, pois a porosidade do barro permite leve evaporação externa e deixa a água alguns graus mais fria. Porém, a filtragem mecânica e química não garante eliminação total de micro-organismos, exigindo água previamente tratada e manutenção frequente com higienização interna e troca das velas.
Como escolher o melhor filtro de água para a cozinha
Ao escolher um filtro de água para a cozinha, o morador encontra desde modelos de torneira até purificadores de parede com design avançado. Filtros de torneira são práticos, ocupam pouco espaço e usam polipropileno e carvão ativado para reter areia, ferrugem e reduzir cloro, melhorando o aspecto e o sabor da água tratada.
Os purificadores de água modernos informam a “classe” do elemento filtrante, de A a F, e os de classe A oferecem filtragem mais fina. Em famílias com crianças, idosos ou pessoas com saúde fragilizada, modelos com ultrafiltração, lâmpada UV ou ozonização, aliados aos critérios abaixo, tendem a ser mais adequados:
- Classificação do filtro e capacidade de retenção de partículas;
- Presença ou não de controle bacteriológico declarado pelo fabricante;
- Custo e frequência de troca do refil de água;
- Necessidade de energia elétrica e impacto no consumo;
- Facilidade de instalação e de limpeza externa.
Leia mais: Como uma simples tecnologia pode transformar telhados em aliados contra o calor
Filtro central de água substitui o filtro de consumo

O filtro central residencial, instalado logo após o ponto de entrada da água no imóvel, atua principalmente na proteção da rede hidráulica. Ele retém partículas maiores que poderiam se acumular em tubulações, chuveiros e torneiras, reduzindo resíduos em banhos, lavagem de roupas e uso geral da água na casa.
Mesmo assim, o filtro central raramente é indicado como única barreira para a água ingerida, pois geralmente não remove o cloro residual em níveis significativos. Assim, funciona melhor combinado a um filtro de ponto de uso, como filtro de barro, filtro de torneira ou purificador elétrico, adequado ao perfil da família e à qualidade da água local.
Leia mais: Aplicou o protetor solar? Saiba o tempo certo antes de se expor ao sol
Passos práticos para cuidar melhor da água filtrada em casa
Independentemente do tipo de filtro adotado, alguns cuidados básicos são essenciais para manter a qualidade da água consumida no dia a dia. Essas medidas ajudam a preservar a eficiência do equipamento, evitar contaminações e identificar rapidamente qualquer alteração no desempenho do sistema de filtragem.
- Verificar a origem da água: conhecer se a fonte é rede pública tratada, poço ou outra captação.
- Ler o manual do equipamento: entender a capacidade de filtragem, a classificação e os limites do produto.
- Respeitar os prazos de troca de refis ou velas filtrantes, seguindo a indicação de litros filtrados ou tempo de uso.
- Realizar limpeza periódica das partes internas e externas em contato com a água.
- Observar alterações de sabor, cheiro ou cor na água, que podem indicar necessidade de manutenção.



