A nova regra permite dois BPC no mesmo domicílio ao excluir até um salário mínimo do cálculo da renda familiar. O direito vale para idosos ou PcDs que cumpram critérios individuais, com perícia inclusive por vídeo.
A possibilidade de dois BPC na mesma casa trouxe alívio financeiro para famílias com mais de um idoso ou pessoa com deficiência. A nova regra impede que um benefício anule o outro no cálculo da renda, corrigindo uma distorção histórica da assistência social.
É possível ter dois BPCs no mesmo núcleo familiar?
Sim, a legislação consolidou o entendimento de que dois idosos ou PcDs podem receber o Benefício de Prestação Continuada vivendo sob o mesmo teto, desde que cada um cumpra individualmente os critérios exigidos.
A mudança reconhece que os gastos são duplicados em lares com múltiplos beneficiários, sobretudo com saúde e alimentação, garantindo que o amparo a um membro não inviabilize o direito social do outro.

Como funciona a nova regra de exclusão de renda?
O cálculo da renda familiar deixou de considerar automaticamente um salário mínimo recebido por outro idoso da casa, evitando indeferimentos por “excesso de renda”. Para entender o que entra ou não na conta, observe os pontos abaixo.
- BPC existente: valor de até um salário mínimo recebido por idoso ou PcD não entra no cálculo.
- Aposentadoria mínima: benefício previdenciário de valor mínimo também pode ser desconsiderado.
- Renda per capita: passa a refletir melhor a situação real da família.
Quem tem direito ao segundo BPC após a mudança?
O segundo benefício pode ser concedido a idosos com 65 anos ou mais ou a pessoas com deficiência que comprovem impedimentos de longo prazo, desde que a renda per capita familiar permaneça dentro do limite legal.
Cada pedido é analisado de forma individual, reforçando o caráter assistencial e pessoal do BPC, que não se confunde com aposentadoria nem gera pensão para dependentes.

Como funcionam as perícias por vídeo nesse novo cenário?
A avaliação médica e social por videochamada simplificou o acesso ao benefício, especialmente para idosos acamados ou moradores de regiões distantes. Para que o processo seja válido, alguns cuidados são essenciais.
- Agendamento digital: a perícia ocorre em data marcada pelo sistema oficial.
- Envio de documentos: laudos e exames são anexados antes da avaliação.
- Identificação segura: conferência da identidade garante a validade da análise.
O que as famílias precisam fazer para garantir o benefício?
Manter o Cadastro Único atualizado é indispensável, com todos os moradores corretamente declarados e documentos em dia, especialmente CPF e dados de renda.
Com essas informações corretas, o processo se torna mais ágil e transparente, permitindo que famílias vulneráveis acessem dois benefícios sem bloqueios indevidos, fortalecendo a proteção social e a dignidade no cotidiano.




