A sensação de cansaço constante, dificuldade para se concentrar ao longo do dia e aquela preguiça que se prolonga até o fim de semana têm se tornado queixas frequentes na rotina de muitas pessoas. Em 2025, com jornadas de trabalho extensas, excesso de telas e poucas horas de sono, a busca por mais energia deixou de ser apenas um desejo e passou a ser uma necessidade prática para manter o ritmo. Nesse cenário, ganha espaço a discussão sobre o papel da coenzima Q10 na produção de energia do organismo e o possível impacto da sua suplementação na disposição física e mental.
O que é coenzima Q10 e por que ela se relaciona à energia
No vídeo do canal @Dr Juliano Teles, você entende como a coenzima Q10 atua na produção de energia celular, em quais situações ela pode ajudar a reduzir o cansaço e quando a suplementação faz sentido dentro da rotina, especialmente em fases de maior desgaste físico e mental.
A coenzima Q10, também conhecida como ubiquinona, é uma molécula presente em praticamente todas as células do corpo e atua nas mitocôndrias, estruturas ligadas à geração de energia. Ela participa de processos ligados à produção de ATP, considerado o “combustível” celular, ajudando o organismo a transformar nutrientes em energia utilizável.
Essa substância é produzida pelo próprio organismo, mas também pode ser obtida em pequenas quantidades por meio da alimentação, principalmente em carnes, peixes e alguns óleos. Com o passar dos anos, a produção endógena costuma diminuir, o que pode estar relacionado ao envelhecimento, a condições de saúde específicas, ao uso de certos medicamentos e a períodos de maior exigência física ou mental.
Coenzima Q10 realmente ajuda na disposição diária
A relação entre coenzima Q10 e energia é frequentemente citada em pesquisas e relatos clínicos, especialmente em pessoas que se queixam de fadiga persistente. Quando há queda nos níveis dessa substância, alguns sintomas podem aparecer no cotidiano, impactando produtividade, concentração e rendimento físico.
Nesses casos, a suplementação de coenzima Q10 vem sendo estudada como estratégia para apoiar a produção de energia celular. Em alguns indivíduos, observam-se relatos de melhora na disposição, maior resistência em atividades físicas e sensação de maior clareza mental, embora a resposta varie conforme idade, hábitos de vida, qualidade do sono, alimentação e presença de outras condições de saúde.
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Como a suplementação de coenzima Q10 costuma ser utilizada
A suplementação de coenzima Q10 é oferecida em diferentes formas, sendo as mais comuns as cápsulas e as apresentações em gotas, inclusive sublinguais. Em geral, os fabricantes sugerem doses diárias que variam segundo a concentração do produto e a indicação profissional, muitas vezes após as refeições principais para favorecer a absorção.
Para orientar o uso adequado da coenzima Q10, alguns cuidados são considerados importantes e costumam ser reforçados por profissionais de saúde e pelos próprios fabricantes:
- seguir a dose recomendada pelo profissional de saúde ou pelo rótulo do produto;
- evitar o uso por conta própria em casos de doenças crônicas sem orientação médica;
- informar ao médico sobre outros suplementos ou medicamentos em uso;
- observar possíveis alterações na rotina, como sono, disposição e prática de atividades físicas.
Qual é a relação entre coenzima Q10, colesterol e envelhecimento

Uma questão frequente envolve a associação entre coenzima Q10 e medicamentos para colesterol, em especial as estatinas. Esses fármacos podem interferir em vias metabólicas relacionadas à produção da coenzima Q10 pelo organismo, o que em algumas pessoas se manifesta como dores musculares, cansaço e menor tolerância ao esforço.
Por isso, muitos profissionais consideram a suplementação de coenzima Q10 em indivíduos que usam estatinas e relatam sintomas de fadiga ou desconforto muscular, sempre de forma individualizada. Com o envelhecimento, a menor produção natural de coenzima Q10, somada à presença de doenças crônicas, pode contribuir ainda mais para a queda de energia no dia a dia.
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Quando a coenzima Q10 pode ser considerada na rotina
Na prática, a coenzima Q10 costuma ser lembrada em situações de cansaço persistente, que não melhora apenas com descanso pontual, ou em fases de maior sobrecarga física e mental. Em adolescentes mais velhos e adultos jovens, o uso geralmente é avaliado caso a caso, considerando estilo de vida, alimentação e histórico de saúde, sem substituir hábitos saudáveis.
Além da suplementação, a manutenção de energia diária depende de sono adequado, prática regular de atividade física, alimentação equilibrada, hidratação e controle do estresse. Nessa equação, a coenzima Q10 tende a ser vista como um recurso adicional, cuja indicação deve ser discutida com um profissional, especialmente em períodos de maior exigência ou na presença de sintomas de fadiga recorrente.




