O auxílio por incapacidade temporária exige prova de incapacidade laboral, não só diagnóstico. INSS cobra carência, qualidade de segurado e laudos detalhados; uso do Atestmed tem limite e pode levar à perícia presencial.
O auxílio por incapacidade temporária passou por ajustes importantes, com mais digitalização e fiscalização. Para evitar suspensões, o segurado precisa comprovar não apenas a doença, mas a incapacidade real para o trabalho, seguindo critérios técnicos e prazos cada vez mais rigorosos.
O que mudou no auxílio por incapacidade temporária?
O foco da análise deixou de ser apenas o diagnóstico médico e passou a ser a incapacidade laboral comprovada. Mesmo doenças conhecidas não garantem o benefício se não houver prova clara de que impedem o exercício da atividade profissional.
Além disso, a fiscalização ficou mais automatizada, com cruzamento de dados e revisões frequentes. Benefícios de maior duração estão no centro das análises, exigindo atenção constante do segurado às regras administrativas.
Confira o vídeo compartilhado pelo canal do YouTube Mas Gilmar falando mais sobre as novas mudanças nas regras do INSS.
Quais são os requisitos básicos para receber o benefício?
Para a concessão do auxílio, o INSS exige o cumprimento simultâneo de critérios previdenciários e médicos, que precisam estar alinhados desde o pedido inicial. Entre os requisitos fundamentais atualmente exigidos, estão os seguintes.
- Carência mínima de 12 contribuições, salvo exceções legais.
- Qualidade de segurado ativa ou dentro do período de graça.
- Incapacidade superior a 15 dias para a atividade habitual.
Como funciona o Atestmed e quando ele é aceito?
O Atestmed permite a análise do pedido sem perícia presencial, com base em documentos médicos enviados pelo próprio segurado, o que agiliza a liberação do benefício em afastamentos de curto e médio prazo.
No entanto, esse modelo tem limite de duração. Caso a incapacidade ultrapasse o período autorizado, o segurado será convocado para perícia presencial, sendo indispensável manter exames e laudos atualizados.

O que um laudo médico precisa ter para não gerar corte?
O laudo médico se tornou a peça central do processo, pois é ele que sustenta a incapacidade perante a perícia administrativa. Para ter validade, o documento deve conter informações claras e objetivas, como você vê a seguir.
- Diagnóstico com CID e identificação completa do profissional.
- Data de início da incapacidade e prazo estimado de afastamento.
- Descrição funcional das limitações no trabalho.
Como evitar suspensão durante o pente-fino do INSS?
A melhor forma de prevenção é manter tratamento contínuo comprovado, com consultas regulares, exames recentes e receitas atualizadas, demonstrando que a incapacidade persiste e exige acompanhamento médico.
Também é essencial manter dados cadastrais atualizados e acompanhar notificações digitais. O descumprimento de prazos ou a falta de resposta às convocações pode levar à suspensão automática do pagamento.




