Café regular e descafeinado oferecem antioxidantes como polifenóis e ácidos clorogênicos. Estudos associam o consumo a menor risco metabólico, cardiovascular e hepático; a escolha depende da sensibilidade individual à cafeína.
O café regular e o café descafeinado ganharam novo olhar da ciência em 2026. Estudos mostram que os benefícios da bebida vão além da cafeína, envolvendo polifenóis e ácidos clorogênicos que atuam na saúde metabólica, cardiovascular e hepática.
Por que o café não é apenas uma fonte de cafeína?
Pesquisas recentes indicam que o café é uma das maiores fontes de antioxidantes da dieta moderna. Segundo a Harvard T.H. Chan School of Public Health, compostos como polifenóis exercem ação anti-inflamatória independente da presença de cafeína.
Isso explica por que o café descafeinado mantém boa parte dos efeitos protetores observados no consumo regular. A ciência passou a focar na matriz bioativa do grão, e não apenas no estímulo imediato provocado pela cafeína.

Quais benefícios o café regular e o descafeinado compartilham?
Mesmo com diferenças no teor de cafeína, ambas as versões apresentam efeitos positivos bem documentados. Estudos de 2025 e 2026 apontam que os benefícios se concentram nos compostos preservados após a torra e o preparo, como você vê a seguir.
- Antioxidantes: ácidos clorogênicos combatem estresse oxidativo e inflamação.
- Metabolismo: associação com menor risco de diabetes tipo 2.
- Fígado: redução do risco de doenças hepáticas crônicas.
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Como a cafeína interfere no coração e no sistema nervoso?
De acordo com o Dr. Rob van Dam, especialista em nutrição e epidemiologia, a cafeína bloqueia receptores de adenosina no cérebro, aumentando o estado de alerta e a performance cognitiva em curto prazo.
Dados da American Heart Association indicam que esse estímulo pode causar elevação temporária da pressão arterial. Por isso, o café descafeinado surge como alternativa mais segura para pessoas com hipertensão ou arritmias.

Qual tipo de café escolher no dia a dia em 2026?
A decisão entre café regular ou descafeinado depende mais da sensibilidade individual do que da perda de benefícios. Especialistas recomendam avaliar rotina, sono e condições de saúde antes de definir o consumo, considerando os pontos abaixo.
- Sono sensível: prefira descafeinado após a tarde para evitar insônia.
- Gestação: limite a cafeína e priorize versões descafeinadas.
- Refluxo ou ansiedade: o descafeinado tende a ser mais tolerável.
A ciência deixou claro que não existe café “inferior”. Regular ou descafeinado, ambos oferecem proteção metabólica e hepática quando consumidos com equilíbrio, transformando uma escolha cotidiana em uma aliada real da saúde a longo prazo.




