Em 2026, a perícia do INSS avalia incapacidade, não doenças. Comunicação objetiva, coerência de comportamento e laudos atualizados são decisivos para evitar negativa ou corte de benefícios.
A perícia médica do INSS tornou-se ainda mais rigorosa em 2026 com revisões automáticas e cruzamento de dados. Nesse cenário, a forma como o segurado se comunica durante a avaliação passou a ser decisiva para manter ou conquistar benefícios por incapacidade.
Por que doença não garante benefício na perícia do INSS?
O INSS não concede benefício apenas pela existência de uma doença, mas sim pela incapacidade laboral que ela provoca. Muitos segurados cometem o erro de listar diagnósticos sem explicar como essas condições afetam o desempenho profissional.
A abordagem correta é demonstrar, com clareza, de que forma a doença impede a execução das atividades do trabalho habitual, evidenciando limitações práticas, riscos e impossibilidades funcionais que tornam inviável o exercício da função.
Confira o vídeo compartilhado pelo canal do YouTube Ribeiro Torbes Advocacia dando dicas de como se portar na perícia do INSS para não ter seu benefício cortado.
Quais frases comuns podem levar à negativa do benefício?
Expressões automáticas e respostas por educação social são interpretadas como sinais de aptidão física durante a perícia médica, o que pode resultar no cancelamento ou indeferimento do benefício. Entre as armadilhas mais frequentes, estão as situações listadas a seguir.
- Dizer que está bem, mesmo sentindo dores constantes ou limitações relevantes.
- Afirmar que faz todas as tarefas domésticas, sugerindo vigor físico incompatível com incapacidade.
- Demonstrar pressa excessiva para voltar ao trabalho, indicando possível recuperação.
Como descrever a dor de forma correta ao perito?
Relatos genéricos como “dói tudo” ou “tenho muita dor” têm pouco peso técnico. O perito espera uma descrição objetiva da intensidade, localização e frequência da dor, além dos movimentos ou esforços que a desencadeiam.
Informar limites concretos, como tempo máximo em pé, dificuldade para se locomover ou perda de força, aumenta a credibilidade do relato e ajuda o profissional a enquadrar corretamente a condição dentro dos critérios legais.
Por que comportamento e coerência influenciam o resultado?
O perito observa o segurado desde a entrada no consultório, avaliando postura, movimentos e coerência entre discurso e comportamento físico, o que influencia diretamente a conclusão da perícia médica.
Exageros, simulações ou contradições geram desconfiança imediata. A honestidade sobre limitações reais é suficiente para o enquadramento legal, enquanto tentativas de dramatização costumam resultar em negativa.

Quais documentos fazem diferença na perícia médica em 2026?
Com a análise documental mais rigorosa, apresentar provas recentes e organizadas tornou-se fundamental para o sucesso na perícia médica do INSS. Os documentos devem estar alinhados ao relato feito durante a avaliação, conforme os pontos abaixo.
- Laudos médicos atualizados, com CID, descrição das limitações e tempo de afastamento.
- Exames recentes, preferencialmente realizados nos últimos seis a oito meses.
- Organização cronológica, facilitando a análise rápida e objetiva pelo perito.
Segurados que alinham documentação, comportamento e comunicação aumentam significativamente as chances de obter uma avaliação justa e compatível com sua real condição de saúde.




