A operação exigiu avaliação extrema: o gelo azul reduz o atrito e amplia a frenagem, a pista suportou 12 toneladas extras, e o pouso dependeu de visibilidade total, sem auxílios avançados por instrumentos.
O pouso de um Boeing 787 Dreamliner na Antártida marcou um avanço inédito para a ciência polar. A operação inédita mostrou que aeronaves comerciais modernas podem atuar com segurança no continente, reduzindo custos, tempo de viagem e impactos ambientais.
Por que o pouso do Boeing 787 na Antártida é histórico?
Pela primeira vez, um Boeing 787-9 Dreamliner operou em solo antártico ao pousar no aeródromo de Troll, na Terra da Rainha Maud. A missão levou cientistas e equipamentos diretamente ao continente, algo antes restrito a aviões militares.
O voo foi fretado pelo Instituto Polar Norueguês e operado pela Norse Atlantic Airways, provando que aeronaves de grande porte podem substituir vários voos menores, tornando a logística científica mais eficiente e previsível.

Quais foram os maiores desafios técnicos do pouso?
O pouso em uma pista feita de gelo azul exigiu planejamento extremo, cálculos precisos e janelas climáticas curtas. Entre os principais desafios operacionais enfrentados pela tripulação, destacam-se os pontos a seguir.
- Aderência e frenagem: o gelo azul reduz drasticamente o atrito, exigindo cálculos rigorosos de distância de parada.
- Peso da aeronave: o avião pousou com 12 toneladas de equipamentos sem comprometer a estrutura do gelo.
- Clima extremo: a pista não possui sistemas avançados de pouso por instrumentos, dependendo de visibilidade total.
Por que o Boeing 787 Dreamliner foi a escolha ideal?
A seleção do Dreamliner não foi simbólica. A aeronave reúne tecnologia, autonomia e eficiência energética, características essenciais para operações em áreas remotas como a Antártida, onde qualquer erro logístico tem alto custo.
Com autonomia para ir da Cidade do Cabo e retornar sem reabastecer, o Boeing 787 evitou o transporte de combustível no continente, reduzindo riscos ambientais e simplificando toda a operação científica.

Quais impactos ambientais e logísticos essa operação trouxe?
Antes desse voo, a logística antártica dependia de aeronaves menores e múltiplas operações. A chegada de um avião comercial de grande porte trouxe ganhos claros, como mostram os pontos práticos abaixo.
- Menos voos: um único Dreamliner substitui três ou quatro aeronaves menores.
- Redução de emissões: o 787 consome cerca de 25% menos combustível que modelos antigos.
- Menor risco ambiental: menos pousos reduzem chances de vazamentos e contaminações no gelo.
O sucesso da missão em janeiro de 2026 aponta para uma nova era da logística científica na Antártida, com operações mais sustentáveis, acesso ampliado a pesquisadores e menor impacto ambiental em um dos ecossistemas mais sensíveis do planeta.


