O recente alerta sanitário envolvendo esmaltes semipermanentes na Colômbia reacendeu o debate sobre a segurança de cosméticos usados no dia a dia. A decisão do Instituto Nacional de Vigilância de Medicamentos e Alimentos (Invima) determinou a retirada de produtos com ingredientes de risco, impactando tanto o consumo doméstico quanto os serviços em salões de beleza, e mostrando como mudanças regulatórias podem transformar rotinas de quem usa esse tipo de produto com frequência.
O que motivou a proibição de esmaltes semipermanentes
A palavra-chave central desse tema é esmaltes semipermanentes, pois eles foram o foco da medida anunciada. Esses produtos se popularizaram pela maior durabilidade em relação aos esmaltes tradicionais, sendo muito usados em manicures profissionais e no uso doméstico.
No entanto, a presença de substâncias como Trimethylbenzoyl Diphenylphosphine Oxide (TPO) e N,N-dimetil-p-toluidina (Dmpt) levou autoridades regulatórias a reverem sua autorização. De acordo com parâmetros da Comunidade Andina e normas da União Europeia, esses componentes passaram a ser classificados como ingredientes restritos em cosméticos.

Quais riscos químicos estão presentes nos esmaltes semipermanentes
Estudos técnicos apontaram que TPO e Dmpt têm potencial de causar efeitos adversos na pele e possíveis impactos na saúde reprodutiva em casos de exposição prolongada ou repetida. Por isso, a presença dessas substâncias deixou de ser aceita em esmaltes de uso estético, especialmente nas versões de longa duração.
Assim, a proibição não se restringe a uma marca específica, mas a qualquer esmalte semipermanente formulado com TPO ou Dmpt, seja vendido em farmácias, lojas de cosméticos, plataformas digitais ou utilizado em salões de beleza. Em alguns países vizinhos, autoridades já monitoram produtos similares, indicando uma tendência regional de maior rigor regulatório.
Como a retirada dos esmaltes semipermanentes impacta o consumidor
A retirada dos esmaltes semipermanentes proibidos gera efeitos práticos para quem utiliza esse tipo de esmalte, de forma profissional ou ocasional. Lojas físicas e virtuais precisam interromper imediatamente a venda dos lotes incluídos no alerta sanitário, enquanto salões devem suspender seu uso em atendimentos.
Para o consumidor final, algumas mudanças passam a ser recomendadas no momento da escolha e uso dos produtos, reduzindo riscos e facilitando trocas ou devoluções quando necessário. Entre os principais cuidados em relação a compra e uso, destacam-se:
- Verificar a composição e o registro sanitário antes da compra.
- Priorizar linhas que declarem ausência de TPO, Dmpt e outros ingredientes restritos.
- Consultar o salão sobre as marcas e tipos de esmaltes utilizados nos serviços.
- Guardar notas fiscais ou comprovantes de compra para eventuais reclamações.

Quais medidas as empresas de esmaltes semipermanentes devem adotar
A decisão das autoridades de proibir determinados ingredientes em esmaltes semipermanentes de uso estético forçou fabricantes e distribuidores a criar planos de contingência. Em geral, esses planos envolvem interrupção da distribuição, recolhimento dos produtos em circulação e comunicação clara com o mercado.
Entre as ações mais comuns estão a suspensão da distribuição de lotes com TPO ou Dmpt, a retirada progressiva dos esmaltes semipermanentes das prateleiras e estoques e a reformulação das linhas para eliminar os ingredientes proibidos. Além disso, empresas atualizam rótulos, registros sanitários e orientam manicures e salões sobre o uso correto das novas versões ajustadas.
Como escolher esmaltes semipermanentes mais seguros hoje
Diante do novo cenário regulatório, a escolha de esmaltes semipermanentes seguros depende da leitura atenta de rótulos e da confiança em marcas que seguem boas práticas de fabricação. É fundamental checar se o produto possui número de notificação ou registro válido e se há indicação clara da composição e do fabricante.
Agora é o momento de agir: revise imediatamente os esmaltes que você tem em casa ou no salão, questione os estabelecimentos que frequenta e interrompa o uso de qualquer produto que cause irritação, coceira ou vermelhidão. Não espere um problema de saúde aparecer para mudar seus hábitos; tome a decisão hoje de priorizar produtos regularizados e pressionar marcas e serviços a seguirem rigorosamente as normas de segurança.




