O tremor no olho, conhecido popularmente como “tremilique”, costuma chamar atenção e gerar dúvidas sobre a saúde neurológica e ocular, mas na maioria das vezes é um quadro benigno, ligado ao cansaço, ao estresse e a alguns hábitos diários que podem ser ajustados com mudanças simples na rotina.
O que é tremor no olho e como ele acontece
O termo técnico mais associado ao tremor no olho é mioquimia palpebral. Nesse quadro, pequenas fibras musculares da pálpebra se contraem repetidamente, produzindo aquela sensação de vibração ou pulso na região, sem envolver o globo ocular ou o cérebro. No vídeo do canal @Tua Saúde, são explicadas as principais causas do tremor no olho, quando ele é considerado benigno e em quais situações é importante procurar avaliação médica.
Esse tipo de contração pode aparecer em apenas um dos olhos ou alternar entre ambos, com intensidade variável. Em geral, o episódio dura poucos segundos ou minutos e pode se repetir ao longo do dia, especialmente em períodos de maior estímulo visual e cansaço geral do organismo.
Quais são as principais causas do tremor no olho
As causas mais comuns da mioquimia palpebral estão relacionadas ao estilo de vida moderno e a situações de sobrecarga. Em muitos casos, o tremor surge em momentos de estresse, excesso de telas ou noites mal dormidas, funcionando como um “aviso” do corpo.
Entre os fatores que costumam estar presentes quando o tremor no olho aparece, destacam-se:
- Cansaço visual: uso prolongado de telas, leitura intensa ou direção por muitas horas;
- Estresse e tensão emocional: períodos de cobrança elevada no trabalho, estudos ou questões pessoais;
- Sonolência e noites mal dormidas: redução do tempo ou da qualidade do sono;
- Excesso de estimulantes: consumo elevado de café, energéticos, chá preto ou bebidas com cafeína;
- Olho seco ou irritação: ambientes com ar-condicionado, vento ou exposição prolongada a telas.
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O tremor no olho é sinal de AVC ou problema neurológico grave
A mioquimia palpebral isolada, sem outros sintomas associados, raramente indica AVC, derrame ou doenças neurológicas graves. Trata-se, na maior parte das vezes, de uma alteração localizada na musculatura da pálpebra, favorecida por estímulos externos e pelo estado geral do organismo.
Quadros neurológicos importantes costumam vir acompanhados de outros sinais, como dificuldade para falar, fraqueza em um lado do corpo, alteração súbita na visão, perda de equilíbrio ou mudança no nível de consciência. Na ausência desses sintomas, o tremor palpebral tende a ser entendido como um fenômeno benigno e transitório.
Como aliviar o tremor no olho no dia a dia

Em grande parte dos casos, a melhora do tremor no olho vem com ajustes simples na rotina, especialmente ligados ao sono, ao controle de estímulos e ao manejo do estresse. Pequenas mudanças de hábito podem reduzir bastante a frequência e a intensidade dos episódios.
Algumas medidas frequentemente recomendadas incluem:
- Regular o sono: manter horários parecidos para dormir e acordar, priorizando noites completas de descanso;
- Reduzir cafeína: controlar a quantidade de café, chá preto, refrigerantes e energéticos ao longo do dia;
- Fazer pausas visuais: interromper o uso de telas a cada 20 ou 30 minutos por alguns instantes, olhando para longe;
- Hidratar os olhos: em ambientes secos, considerar o uso de lágrimas artificiais prescritas por profissional;
- Praticar relaxamento: técnicas de respiração, alongamentos leves e momentos de pausa ajudam a diminuir a tensão muscular.
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Quando o tremor no olho exige avaliação médica
Embora o tremor palpebral geralmente seja transitório, alguns sinais indicam a necessidade de avaliação com oftalmologista ou outro profissional de saúde. A atenção é essencial quando o sintoma se torna persistente, intenso ou vem acompanhado de alterações na visão ou no aspecto dos olhos.
- Tremor contínuo na mesma região por vários dias, sem intervalos;
- Aumento da intensidade ou espalhamento do movimento para outras partes do rosto;
- Presença de dor, vermelhidão, inchaço ou secreção nos olhos;
- Dificuldade para abrir ou fechar a pálpebra de forma normal;
- Alterações na visão, como embaçamento súbito, pontos escuros ou perda de campo visual.
Nessas circunstâncias, o especialista pode investigar outras condições, como blefaroespasmo, inflamações, infecções oculares ou alterações neurológicas específicas. A consulta permite avaliar o histórico, examinar a superfície ocular e, quando necessário, solicitar exames complementares para um diagnóstico mais preciso.



