Convulsões são episódios de atividade elétrica anormal e intensa no cérebro, que se manifestam de diversas formas, como movimentos involuntários e perda de consciência. Essencialmente, elas ocorrem quando a comunicação cerebral é interrompida, impedindo a transmissão ordenada de impulsos elétricos entre o cérebro e outras partes do corpo. Enquanto algumas pessoas podem experienciar uma convulsão isolada ao longo da vida, outras podem ter episódios recorrentes, condição conhecida como epilepsia.
Os fatores que desencadeiam Convulsões são variáveis e podem incluir condições neurológicas subjacentes, lesões cerebrais, infecções, e raramente, privação de sono ou estresse extremo. Tal foi o caso do ator Henri Castelli, que experimentou Convulsões após longas horas de resistência em um reality show, destacando como situações de privação extrema podem impactar o sistema nervoso.
O que Pode Provocar uma Convulsão?
A compreensão das causas potenciais de Convulsões é crucial para sua prevenção e gerenciamento. Diversos gatilhos podem provocar uma crise, desde anomalias congênitas até fatores ambientais passageiros. O neurocirurgião Fernando Gomes, em declarações anteriores à um canal de notícias, explicou que a privação de sono ou alimento pode causar descargas elétricas anormais no cérebro, levando a convulsões. Além disso, condições como febres altas, lesões traumáticas, consumo excessivo de álcool, e até estresse elevado podem ser causadores potenciais.

As convulsões ocorrem quando se forma uma “tempestade elétrica” no cérebro, resultando em manifestações físicas como espasmos musculares, perda de consciência e, em alguns casos, agitação intensa. Identificar e evitar os fatores desencadeantes conhecidos, conforme recomendado por profissionais de saúde, é uma estratégia preventiva eficaz.
Como Ajudar Alguém Durante uma Convulsão?
Prestar assistência adequada durante uma crise convulsiva é fundamental para a segurança do indivíduo em crise. A maioria das convulsões cessa espontaneamente em menos de dois minutos, mas o período pode ser angustiante para os observadores. Recomenda-se afastar objetos pontiagudos e apoiar a cabeça da vítima para evitar lesões. É essencial também monitorar o tempo da convulsão para informar a equipe médica caso necessário.
Após a crise, a pessoa pode permanecer confusa e sonolenta temporariamente. Virá-la de lado ajuda a prevenir sufocamento caso ocorra vômito. É crucial evitar colocar objetos na boca da pessoa ou oferecer comida, água ou medicamentos, pois tais ações podem causar danos adicionais. Em situações onde a convulsão supera cinco minutos, ou em caso de múltiplas crises, buscar assistência médica imediata é imprescindível.
Por que Evitar Certas Práticas durante Convulsões?
Há muitas crenças errôneas sobre como ajudar alguém em uma convulsão. Uma prática comum, mas errada, é tentar puxar a língua da vítima. Este ato pode lesionar tanto o auxiliar quanto o paciente, causando ferimentos na boca ou nos dedos. Além disso, ao tentar abrir a boca da pessoa, pode-se inadvertidamente obstruir suas vias aéreas.
Outro erro frequente é oferecer comida ou bebida, que pode levar ao risco de aspiração. Conhecer e disseminar informações corretas sobre como agir pode fazer uma diferença significativa no manejo seguro de convulsões, ajudando a proteger tanto a pessoa em crise quanto quem oferece auxílio.
Quando Procurar Ajuda Médica?
Embora muitas convulsões sejam breves e cessam por conta própria, certas circunstâncias exigem atenção médica urgente. Convulsões que duram mais de cinco minutos, ausência de retorno à consciência após o episódio, lesões durante a crise, e a primeira experiência de convulsão, são indicadores claros para buscar assistência profissional.
Obter um diagnóstico preciso após uma convulsão é vital para determinar se existem condições subjacentes que necessitam de tratamento. Profissionais de saúde podem conduzir exames detalhados para identificar possíveis transtornos neurológicos, guiando o tratamento adequado e estratégias de prevenção. A conscientização sobre a condição e suas implicações pode melhorar significativamente a qualidade de vida de indivíduos propensos a convulsões e seus cuidadores.
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Dra. Anna Luísa Barbosa Fernandes
CRM-GO 33.271




