Via pública é de uso coletivo e não pode ter vaga exclusiva para lojas sem autorização oficial. Calçada rebaixada só garante acesso à garagem. Cones, placas artesanais e guincho particular são ilegais; apenas sinalização e agentes de trânsito podem restringir.
A dúvida sobre vaga em frente à loja é comum nas cidades e causa conflitos entre motoristas e comerciantes. A lei de trânsito brasileira deixa claro quando o espaço da rua é coletivo, quando o rebaixamento de calçada é legal e em quais situações a exclusividade comercial é proibida.
A vaga em frente à loja pode ser considerada pública?
Pela regra geral do Código de Trânsito Brasileiro, a via pública pertence ao uso coletivo e pode ser utilizada para circulação ou estacionamento, desde que não exista sinalização oficial proibitiva instalada pelo órgão de trânsito do município.
O simples rebaixamento da calçada não transforma a rua em área privada do comércio. Ele serve apenas para permitir acesso a garagens ou pátios internos, não concedendo ao lojista o direito de controlar quem estaciona na vaga da rua.

O que a legislação determina sobre exclusividade em vias públicas?
As normas de trânsito deixam claro que comerciantes não podem reservar vagas na rua para clientes, salvo exceções expressamente autorizadas. Essas regras evitam a privatização irregular do espaço urbano, como mostram os pontos a seguir.
- Proibição de vaga exclusiva para lojas em via pública sem autorização.
- Permissão apenas para vagas especiais, como idosos, PcD ou carga e descarga.
- Obrigatoriedade de sinalização oficial emitida pelo órgão de trânsito.
Quando estacionar em calçada rebaixada gera multa?
A infração ocorre quando o veículo bloqueia efetivamente a entrada ou saída de garagem, impedindo o acesso ao interior do imóvel. Nesse caso, a autuação é válida e pode resultar em multa e remoção.
Por outro lado, quando toda a frente da loja é rebaixada apenas para criar um recuo informal, sem portão ou garagem funcional, o estacionamento na via não caracteriza infração, pois não há obstrução real de acesso.

Cones e ameaças de guincho são permitidos pela lei?
O uso de obstáculos para impedir o estacionamento é vedado, pois configura obstrução da via pública. A legislação busca impedir práticas de “autojustiça” por comerciantes, como demonstram as situações abaixo.
- Cones e cavaletes sem autorização são infração administrativa.
- Guincho particular não pode remover carros da rua.
- Apenas agentes de trânsito podem determinar a remoção legalmente.
O que o motorista pode fazer diante de abuso do comércio?
Ao ser impedido de estacionar, o condutor deve observar se existe sinalização oficial. Placas artesanais ou avisos “exclusivo para clientes” não possuem validade jurídica quando instalados pelo próprio lojista.
Se houver intimidação ou uso permanente de obstáculos, o cidadão pode registrar denúncia ao órgão municipal responsável, garantindo o respeito ao uso democrático da via pública e evitando que áreas coletivas sejam tratadas como extensão privada do comércio.




