Em 2026, o Brasil endureceu o combate ao tabagismo juvenil, proibindo vapes por lei, banindo aromas atrativos, restringindo pontos de venda perto de escolas e aplicando multas altas para proteger crianças e adolescentes.
O Brasil iniciou 2026 com uma ofensiva contra o tabagismo, focada especialmente nos vapes e na proteção de crianças e adolescentes. Novas regras fecham brechas na fiscalização, endurecem punições e criam barreiras legais para afastar produtos de nicotina do ambiente escolar.
Por que o governo decidiu endurecer o combate aos vapes em 2026?
O avanço do uso de cigarros eletrônicos entre adolescentes acendeu um alerta sanitário. Autoridades apontam crescimento expressivo do consumo em escolas, impulsionado pela falsa percepção de menor risco e pela facilidade de acesso a dispositivos discretos e aromatizados.
Diante desse cenário, a nova legislação busca reforçar a proteção do público jovem, combatendo estratégias de marketing veladas e criando um bloqueio físico e legal entre produtos de nicotina e ambientes frequentados por menores de idade.

Quais são os principais eixos da nova regulamentação antitabagismo?
A estratégia adotada em 2026 se apoia em medidas que atingem diretamente o comércio, a circulação e o apelo dos produtos derivados do tabaco. Entre os principais pontos da nova lei, destacam-se os seguintes.
- Distanciamento de escolas: proibição de tabacarias e pontos de venda em raio definido de instituições de ensino.
- Vapes proibidos por lei: elevação da vedação dos dispositivos eletrônicos ao status de Lei Federal.
- Banimento de aromas: exclusão de sabores doces e frutados usados para atrair jovens.
Quais leis dão base jurídica às novas regras contra o tabagismo?
A mudança legislativa fortalece normas já existentes no direito sanitário brasileiro. A Lei nº 9.294/1996 foi atualizada para incluir explicitamente os dispositivos eletrônicos como produtos fumígenos proibidos em ambientes coletivos.
Além disso, a Resolução RDC 855 da Anvisa foi consolidada em lei, ampliando punições, enquanto o Estatuto da Criança e do Adolescente passou a prever sanções mais severas para quem facilitar o acesso de menores a produtos com nicotina.

O que muda na prática para o comércio e para a população?
As novas regras exigem adaptação imediata de lojistas e maior atenção de pais e educadores. A legislação detalha penalidades e orientações que impactam diretamente o dia a dia, conforme os pontos práticos a seguir.
- Multas elevadas: penalidades entre R$ 5 mil e R$ 1,5 milhão conforme a infração.
- Cassação de alvará: fechamento definitivo de estabelecimentos em áreas proibidas.
- Fiscalização ativa: denúncias via Disque 100 ou Vigilância Sanitária municipal.
Ao transformar proibições sanitárias em regras rígidas de lei, o Brasil sinaliza que o combate ao tabagismo juvenil é prioridade, reforçando a proteção da saúde pública e tentando conter uma dependência precoce com impactos duradouros.



