Estudos identificaram o Cafestol, composto natural do café que estimula insulina, melhora a captação de glicose e reduz picos glicêmicos. Presente em cafés não filtrados, mostrou desempenho comparável a fármacos no diabetes tipo 2.
A ciência nutricional identificou um composto natural do café capaz de atuar diretamente no controle da glicemia. Estudos recentes mostram que essa substância pode estimular a insulina e melhorar o uso da glicose, com desempenho comparável ou superior a medicamentos usados no diabetes tipo 2.
Por que o café passou a ser estudado contra o diabetes?
Pesquisas mais recentes deixaram de focar apenas na cafeína e passaram a analisar compostos bioativos do café, capazes de interferir diretamente no metabolismo da glicose, despertando interesse científico pelo potencial preventivo e terapêutico da bebida.
Esses estudos mostraram que o consumo regular de café está associado a menor risco de diabetes tipo 2, indicando que o grão possui substâncias que atuam além do estímulo nervoso, influenciando funções hormonais e celulares essenciais.

O que é o Cafestol e como ele age no organismo?
O Cafestol é um diterpeno presente nos óleos naturais do café e foi isolado para análise direta de seus efeitos metabólicos, revelando uma atuação semelhante à de fármacos antidiabéticos. Entre seus principais mecanismos, destacam-se os seguintes.
- Estimula as células beta do pâncreas a liberarem mais insulina.
- Aumenta a sensibilidade à insulina nos tecidos musculares.
- Reduz a glicose circulante sem sobrecarregar o sistema hormonal.
Como o Cafestol melhora a captação de glicose?
Além de estimular a produção de insulina, o Cafestol melhora a captação de glicose pelos músculos, facilitando a retirada do açúcar da corrente sanguínea e reduzindo picos glicêmicos após as refeições.
Esse efeito ocorre porque o composto aumenta a eficiência metabólica das células musculares, permitindo que a glicose seja utilizada como energia de forma mais rápida, o que contribui para o equilíbrio do açúcar no sangue.

Cafestol pode ser mais eficaz que tratamentos tradicionais?
Testes laboratoriais indicaram que o Cafestol apresentou desempenho elevado na regulação metabólica, superando alguns parâmetros de medicamentos convencionais, especialmente na melhora da resposta celular à insulina. Entre os diferenciais observados, estão os pontos abaixo.
- Origem natural, reduzindo riscos associados a compostos sintéticos.
- Menor incidência de efeitos colaterais em doses moderadas.
- Ação combinada sobre pâncreas e músculos simultaneamente.
Qual tipo de café preserva mais o Cafestol?
A quantidade de Cafestol ingerida depende diretamente do modo de preparo do café, já que o composto está presente nos óleos naturais do grão, que podem ser retidos ou não durante o processo.
Cafés não filtrados, como prensa francesa e café turco, preservam mais Cafestol, enquanto o café filtrado em papel reduz significativamente sua concentração, sendo recomendado equilíbrio no consumo devido ao possível impacto no colesterol.




