A elevação do colesterol é considerada hoje um dos principais fatores associados a doenças cardiovasculares, especialmente em países com envelhecimento populacional acelerado. Na maior parte das vezes, o colesterol alto não provoca dor, febre ou mal-estar imediato, o que faz com que muitas pessoas descubram a alteração apenas em exames de rotina. Ainda assim, em situações específicas, o organismo pode emitir alguns sinais externos que levantam suspeita de colesterol elevado e de maior risco para o coração e para a circulação, exigindo atenção individualizada e acompanhamento médico regular.
O que é colesterol alto e por que ele é preocupante
No vídeo do @Sáude com Dra. Marina Bond, os sinais do colesterol alto são explicados de forma clara, com exemplos visuais que ajudam a identificar quando procurar exames.
O termo colesterol alto costuma se referir principalmente ao aumento do LDL, conhecido como “colesterol ruim”, associado à formação de placas de gordura nas artérias. Esses depósitos podem estreitar ou obstruir os vasos sanguíneos, favorecendo infarto agudo do miocárdio, acidente vascular cerebral isquêmico e doença arterial periférica, sobretudo quando somados a outros fatores de risco.
Além do LDL, níveis baixos de HDL (o chamado “colesterol bom”) e triglicerídeos elevados também influenciam o risco cardiovascular global. A definição de valores adequados não é igual para todas as pessoas, pois depende de idade, presença de outras doenças e histórico de eventos cardiovasculares, tornando indispensável a interpretação clínica individualizada.
Quais são os sintomas e sinais físicos do colesterol alto
Geralmente, o colesterol elevado é silencioso e não provoca sintomas diretos, o que reforça a importância dos exames de sangue periódicos. Quando os níveis estão muito acima do esperado, especialmente em situações de origem genética, podem surgir alterações visíveis na pele, nos olhos e até nos tendões que funcionam como um alerta.
Entre os principais sinais físicos relacionados a colesterol muito alto, destacam-se manifestações que sugerem acúmulo de gordura em tecidos específicos:
- Xantelasma: placas amareladas, geralmente planas, que aparecem ao redor dos olhos, sobretudo nas pálpebras superior e inferior.
- Xantomas cutâneos: lesões amareladas ou nodulares que surgem em regiões como cotovelos, joelhos, dorso das mãos ou nádegas.
- Halo corneano: anel esbranquiçado ou azulado ao redor da córnea, visível na parte colorida dos olhos, especialmente relevante em pessoas jovens.
- Xantomas tendinosos: espessamento de tendões, principalmente o tendão de Aquiles e, às vezes, tendões das mãos, típico de alguns tipos de hipercolesterolemia familiar.
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O que é hipercolesterolemia familiar e como ela se manifesta
A hipercolesterolemia familiar é uma condição genética em que a pessoa nasce com tendência a produzir níveis muito elevados de colesterol, principalmente o LDL, desde a infância ou adolescência. Nesses casos, os valores podem ultrapassar com folga os observados em alterações ligadas apenas ao estilo de vida, elevando muito o risco de eventos cardiovasculares precoces.
Além de exames de sangue com LDL muito alto, essa condição pode se manifestar com xantomas tendinosos, xantomas cutâneos e xantelasmas ainda em idade jovem, frequentemente em vários membros da mesma família. Em muitos pacientes, mudanças de alimentação e exercícios são benéficas, mas não bastam para o controle, exigindo medicamentos orais e, em alguns casos, terapias injetáveis específicas.
Como é feita a avaliação do risco cardiovascular

A análise do risco cardiovascular combina o resultado dos exames de colesterol com outros fatores que influenciam a probabilidade de um evento cardíaco ou cerebral. Essa avaliação global permite classificar a pessoa em baixo, intermediário ou alto risco, orientando metas de LDL mais ou menos rígidas e a necessidade de tratamento medicamentoso.
Entre os elementos mais utilizados em escores e calculadoras de risco estão idade, sexo, pressão arterial, presença de hipertensão, diagnóstico de diabete, tabagismo atual ou prévio e histórico de infarto ou AVC. Em 2025, diretrizes nacionais e internacionais seguem sendo atualizadas com novas evidências para aperfeiçoar a prevenção de eventos cardiovasculares.
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Quais hábitos ajudam a prevenir e controlar o colesterol alto
A prevenção do colesterol alto envolve um conjunto de medidas de estilo de vida que podem ser adotadas em diferentes faixas etárias, com impacto também sobre pressão arterial e glicemia. Em pessoas já diagnosticadas, esses hábitos costumam ser associados a medicamentos quando o risco cardiovascular é moderado ou alto, sempre com acompanhamento profissional.
Entre as estratégias mais citadas por sociedades médicas para reduzir o colesterol e proteger o coração, destacam-se recomendações práticas do dia a dia:
- Alimentação equilibrada: priorizar frutas, legumes, verduras, grãos integrais, leguminosas e fontes de gordura insaturada, reduzindo gorduras saturadas e trans.
- Atividade física regular: praticar exercícios aeróbicos e de fortalecimento muscular, somando ao menos 150 minutos semanais de intensidade moderada.
- Controle do peso corporal: manter peso adequado ajuda a melhorar colesterol, triglicerídeos e glicemia, reduzindo o risco global.
- Evitar tabagismo e moderar álcool: abandonar o cigarro e reduzir o álcool protege as artérias e favorece o controle da pressão arterial.
- Acompanhamento periódico: realizar exames de sangue conforme indicação médica, sobretudo em pessoas com histórico familiar de infarto precoce ou hipercolesterolemia familiar.




