Operação policial revelou mineração clandestina de criptomoedas com furto de energia 24 horas. Esquema usava “gato”, causava prejuízo estimado em R$ 100 mil mensais, sobrecarregava a rede elétrica e configura crime de furto qualificado.
A mineração clandestina de criptomoedas voltou ao centro do debate após uma operação policial revelar um esquema que furtava energia elétrica para manter equipamentos ligados 24 horas por dia, causando prejuízos técnicos, financeiros e riscos graves à segurança da rede elétrica.
Por que a mineração de criptomoedas consome tanta energia?
A mineração de moedas digitais como o Bitcoin depende do modelo de Proof of Work, no qual computadores resolvem cálculos matemáticos complexos de forma contínua. Esse processo exige máquinas de alto desempenho funcionando sem interrupções.
Para manter a atividade lucrativa, grandes estruturas utilizam dezenas de GPUs e ASICs, além de sistemas industriais de refrigeração. O consumo constante eleva drasticamente a demanda elétrica, tornando a conta de luz o maior custo operacional do negócio.

Como funciona o furto de energia em fazendas clandestinas?
Para eliminar despesas, criminosos recorrem ao furto de energia elétrica, conhecido como “gato”, conectando-se diretamente à rede pública antes do medidor. Essa prática sobrecarrega o sistema e gera riscos imediatos, como mostram os principais pontos abaixo.
- Ligação direta: conexão ilegal feita antes do medidor oficial da concessionária.
- Ausência de proteção: falta de disjuntores e sistemas de segurança elétrica.
- Sobrecarga contínua: uso intenso da rede sem controle de corrente.
Quais danos técnicos o furto de energia provoca na rede elétrica?
O prejuízo mensal estimado em R$ 100 mil não se limita à conta não paga. A sobrecarga constante causa quedas de tensão, interrupções no fornecimento e acelera o desgaste de transformadores que atendem bairros inteiros.
Em casos extremos, a corrente elevada pode derreter cabos e provocar incêndios. Técnicos alertam que uma única máquina de mineração pode consumir energia equivalente a três chuveiros elétricos ligados simultaneamente durante todo o dia.

Quais são as consequências legais da mineração clandestina?
Além dos riscos técnicos, a prática configura crime de furto qualificado, previsto no Artigo 155 do Código Penal. As autoridades destacam que o impacto vai além do infrator, afetando toda a coletividade, conforme os pontos a seguir.
- Responsabilização criminal: prisão e multa por furto de energia elétrica.
- Repasses indiretos: parte das perdas pode influenciar reajustes tarifários.
- Risco coletivo: aumento da chance de apagões e acidentes graves.
A mineração ilegal de criptomoedas expõe como tecnologias avançadas podem ser usadas de forma criminosa, reforçando que o combate ao furto de energia protege não apenas as concessionárias, mas toda a população conectada à rede elétrica.




