A aprovação do acordo Mercosul-União Europeia encerra 25 anos de negociações, cria uma das maiores áreas de livre comércio do mundo e pode acrescentar até US$ 100 bilhões ao PIB brasileiro em 15 anos, com redução de tarifas, expansão das exportações e atração de investimentos.
A aprovação do acordo Mercosul-União Europeia encerra 25 anos de negociações e inaugura uma nova fase do comércio exterior brasileiro, com impacto direto sobre exportações, investimentos produtivos e competitividade industrial em mercados de alto poder aquisitivo.
Por que o acordo Mercosul-União Europeia é considerado histórico?
O tratado cria uma das maiores áreas de livre comércio do mundo, conectando economias da América do Sul e da Europa sob regras comuns para bens, serviços e investimentos, reduzindo barreiras tarifárias e ampliando previsibilidade comercial.
Esse avanço representa uma mudança estrutural na inserção do Brasil nas cadeias globais de valor, permitindo maior escala de exportações, diversificação de destinos comerciais e integração produtiva com economias tecnologicamente mais avançadas.

Quais pontos centrais tornam o acordo estratégico para o Brasil?
Além da abertura comercial, o acordo preserva instrumentos de política econômica e cria oportunidades concretas para setores-chave, equilibrando acesso a mercados com proteção a áreas sensíveis da economia nacional. Entre os principais pontos estratégicos estão os seguintes.
- Manutenção da política industrial com uso estratégico de compras governamentais.
- Acesso ampliado a mercados consumidores de alto poder aquisitivo.
- Previsibilidade regulatória para investimentos de longo prazo.
Quais impactos econômicos são projetados nos próximos anos?
As projeções indicam que o acordo pode acrescentar até US$ 100 bilhões ao PIB brasileiro ao longo de 15 anos, impulsionado pela expansão das exportações, atração de investimentos estrangeiros e ganhos de eficiência produtiva.
A redução de custos para importar tecnologia e insumos tende a estimular investimentos industriais, elevar a produtividade e fortalecer setores como agronegócio, manufatura e serviços ligados ao comércio exterior.

Como a eliminação de tarifas afeta empresas e consumidores?
A retirada de tarifas para mais de 90% dos produtos negociados altera preços, estratégias empresariais e o custo de vida, com efeitos diretos tanto na produção quanto no consumo interno. Entre os impactos práticos desse novo cenário, destacam-se os pontos abaixo.
- Tarifa zero para café solúvel, suco de laranja e calçados brasileiros.
- Queda de preços de vinhos, azeites e queijos importados.
- Redução de custos para importar máquinas e tecnologia industrial.
Quais são os próximos passos até o acordo entrar em vigor?
Mesmo aprovado politicamente, o tratado ainda passará por revisões jurídicas e linguísticas, além de processos de ratificação interna em cada país, respeitando os prazos e exigências constitucionais.
A implementação será gradual, com prazos que podem variar entre 10 e 15 anos para setores sensíveis, exigindo adaptação das empresas brasileiras a padrões técnicos, ambientais e regulatórios mais rigorosos.


