O DED é um direito do consumidor previsto no CDC que detalha juros, taxas e seguros do contrato. Em cerca de 70% dos casos, revela cobranças irregulares, permitindo revisão da dívida e redução significativa dos valores.
Existe um direito pouco divulgado que pode mudar completamente um financiamento ou empréstimo. O DED Demonstrativo de Evolução da Dívida revela juros, taxas e seguros cobrados mês a mês e, em muitos casos, expõe irregularidades que obrigam o banco a recalcular o valor devido.
O que é o DED e por que ele preocupa os bancos?
O Demonstrativo de Evolução da Dívida é garantido pelo Código de Defesa do Consumidor desde 1990 e funciona como um raio X completo do contrato. Ele detalha cada cobrança aplicada ao longo do tempo, sem permitir omissões.
Esse nível de transparência incomoda porque a análise do histórico da dívida revela práticas como juros sobre juros, tarifas indevidas e seguros não autorizados. Em cerca de 70% dos casos analisados, surgem inconsistências que não conseguem ser justificadas.
Confira o vídeo compartilhado pelos canais do YouTube João Financeira e Hora do INSS falando sobre o documentos secreto que os bancos não querem que você descubra para reduzir suas dívidas.
Quais informações obrigatórias aparecem no DED?
Ao solicitar o documento, o consumidor recebe um relatório completo do contrato, com dados técnicos que permitem comparar o valor cobrado com o que seria legalmente correto. Entre os principais pontos apresentados estão os seguintes.
- Valor original: montante inicial liberado no empréstimo ou financiamento.
- Juros e encargos: taxas aplicadas em cada período, mês a mês.
- Saldo real: valor atualizado da dívida com todas as cobranças discriminadas.
Como a Lei do Superendividamento protege o consumidor?
A Lei do Superendividamento, em vigor há três anos, criou mecanismos para evitar que dívidas comprometam a sobrevivência básica do cidadão. Um dos pilares é a preservação do chamado mínimo existencial.
Na prática, bancos não podem realizar descontos que deixem o consumidor com menos de R$ 600 mensais para despesas essenciais. Se esse limite for ultrapassado, a renegociação pode ser revista judicialmente ou por via administrativa.

Como solicitar o DED de forma gratuita e online?
O caminho mais eficiente para obter o DED sem custos é utilizar os canais digitais oficiais, evitando resistência em agências físicas. O procedimento é simples e pode ser feito em poucos minutos, conforme os passos abaixo.
- Acesso digital: entrar no Consumidor.gov.br usando conta Gov.br.
- Pedido formal: registrar reclamação citando o Artigo 6º do CDC e o número do contrato.
- Prazo legal: o banco tem até 10 dias para enviar o documento completo.
Com o DED em mãos, muitos consumidores conseguem reduzir drasticamente o valor devido ou até quitar a dívida. Em casos reais, contratos de R$ 45 mil foram revistos para menos de R$ 20 mil, provando que informação ainda é a maior arma contra o endividamento abusivo.
