A dor crônica foi reconhecida como doença. Afeta 20,9% dos adultos, segundo dados globais. Estudos do CDC e da IASP indicam impactos neurológicos, emocionais e funcionais, exigindo diagnóstico precoce.
A dor crônica deixou de ser vista apenas como sintoma e passou a ser classificada como doença em 2026. Dados globais indicam que 20,9% dos adultos convivem com dor persistente, condição ligada à perda funcional, sofrimento mental e impacto direto na vida social.
Por que a dor crônica é considerada uma epidemia silenciosa?
Análises divulgadas pelo portal Infobae em janeiro de 2026 mostram que a dor crônica afeta cerca de um em cada cinco adultos no planeta. Segundo relatórios do CDC, essa condição é uma das principais causas de procura por atendimento médico.
Diferente da dor aguda, a dor crônica persiste por mais de três meses e compromete produtividade e relações sociais. Estudos do Centers for Disease Control and Prevention associam o quadro a maior risco de depressão, ansiedade e isolamento progressivo.

O que os especialistas explicam sobre a dor além do local afetado?
Para o Dr. Christopher M. Jones, diretor interino do Centro Nacional de Prevenção e Controle de Lesões do CDC, a dor crônica não se resume ao ponto onde ela se manifesta. O problema envolve alterações na neuroquímica cerebral e no funcionamento global do organismo.
- Aspecto neurológico: mudanças duradouras na resposta do sistema nervoso
- Aspecto emocional: impacto direto sobre humor e cognição
- Aspecto funcional: limitação das atividades diárias e do trabalho
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Como a ciência explica a transição da dor aguda para a crônica?
Pesquisas publicadas no Journal of Pain descrevem o fenômeno da sensibilização central. Nesse estado, o sistema nervoso entra em hiperexcitabilidade, fazendo com que estímulos leves sejam percebidos como dor intensa e contínua.
Mesmo após a cura da lesão inicial, o circuito da dor permanece ativo. Especialistas da International Association for the Study of Pain explicam que o limiar de dor é reduzido, mantendo a sensação dolorosa sem função protetiva real.

Por que o tratamento moderno vai além dos analgésicos?
Em 2026, clínicas especializadas tratam a dor crônica com foco em funcionalidade e qualidade de vida. Diretrizes internacionais apontam que a abordagem deve ser integrada, considerando corpo e mente, como demonstrado nos exemplos abaixo.
- Biofeedback terapêutico: controle consciente de respostas fisiológicas
- Dieta anti-inflamatória: redução de estímulos inflamatórios constantes
- Higiene do sono: estímulo à produção natural de endorfinas
Qual é o risco de adiar o diagnóstico da dor crônica?
Especialistas citados pela Infobae alertam que normalizar a dor como parte do envelhecimento é um erro grave. Quanto mais tempo a dor persiste sem abordagem adequada, maior o risco de ela se tornar incapacitante.
Relatórios do CDC e da IASP reforçam que o diagnóstico precoce e multidisciplinar evita que a dor defina a identidade do paciente. Tratar cedo significa preservar autonomia, saúde mental e participação social.




