Em 2026, Chicago reforçou a barreira elétrica contra a carpa asiática. Pulsos subaquáticos geram repulsão muscular nos peixes, protegendo os Grandes Lagos e uma economia pesqueira estimada em US$ 7 bilhões.
Uma barreira tecnológica instalada em Chicago ganhou reforço em 2026 para conter a carpa asiática. O escudo elétrico funciona como uma muralha invisível no canal local, protegendo os Grandes Lagos e uma economia pesqueira avaliada em mais de US$ 7 bilhões.
Como funciona a barreira elétrica que protege os Grandes Lagos?
O sistema não usa concreto nem grades físicas. A barreira elétrica subaquática é formada por eletrodos instalados no leito do canal, que emitem pulsos de corrente contínua capazes de criar um campo de repulsão sentido pelos peixes.
À medida que a carpa se aproxima, o gradiente elétrico provoca desconforto muscular intenso. Esse efeito, conhecido como eletrotaxia, força o peixe a recuar para áreas seguras, sem interferir no tráfego de navios comerciais.

Por que a carpa asiática representa uma ameaça tão grande?
Introduzidas nos Estados Unidos nos anos 1970, essas carpas escaparam para rios naturais e avançaram rumo ao norte. O problema está na combinação entre apetite voraz, reprodução acelerada e impacto direto sobre espécies nativas, como fica claro nos pontos abaixo.
- Consumo excessivo: alimentação diária de até 20% do próprio peso em plâncton
- Reprodução acelerada: fêmeas capazes de liberar até um milhão de ovos por ano
- Risco físico: saltos repentinos da água que ferem pescadores e recreadores
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Quais tecnologias complementam o escudo elétrico em 2026?
Apesar da alta eficácia, a barreira elétrica não é considerada infalível. Por isso, projetos adicionais entraram em fase avançada em 2026, criando camadas extras de defesa para reduzir ainda mais a chance de invasão.
O destaque é o complexo em Brandon Road, que combina engenharia ambiental e biologia aplicada para bloquear ovos, larvas e adultos, ampliando a proteção sem interromper a navegação ou o fluxo logístico da região.

Que soluções extras reforçam a defesa contra a invasão?
O projeto mais recente adiciona estímulos sensoriais e sistemas de remoção ativa para confundir e afastar as carpas antes que atinjam áreas críticas. Entre as principais medidas adotadas, estão as que você vê a seguir.
- Cortinas de bolhas: barreiras de ar que desorientam o sistema sensorial dos peixes
- Sons direcionados: frequências subaquáticas irritantes específicas para carpas
- Remoção ativa: sucção de ovos e larvas nas áreas de eclusas
Qual é o impacto econômico e ambiental dessa muralha invisível?
A chegada das carpas aos Grandes Lagos seria devastadora. Espécies como salmão e truta poderiam desaparecer, comprometendo pesca comercial, turismo e a cultura náutica de vários estados americanos e regiões vizinhas.
Em 2026, uma curiosidade chama atenção: para reduzir populações existentes, campanhas passaram a chamar a carpa de “Copi”, incentivando o consumo humano. A estratégia tenta unir controle ambiental e aproveitamento econômico sustentável.

